Enterrar um corpo em sedimento não é a única forma de gerar um fóssil. De fato, algumas das descobertas de fósseis mais incríveis do mundo não envolveram rocha sedimentar de maneira alguma. Vamos dar uma olhada em alguns dos outros métodos naturais para preservar os restos de organismos vivos.
Se um animal morre em um local seco e protegido, como uma caverna árida, seus restos podem desidratar ou dissecar. Algumas vezes, esses fósseis são conhecidos como fósseis mumificados, apesar de não terem passado pelo tipo de processo usado para preservar múmias egípcias. Em vez disso, o processo se parece mais com a desidratação de uma carne ou fruta: a remoção da água do corpo torna-o inóspito às bactérias e, assim, os restos duram mais. A dissecação pode preservar a pele de um organismo e seus tecidos moles, o que a fossilização em sedimento geralmente não faz.
Getty Images
As piscinas de piche de La Brea e o museu adjunto a elas estão localizados em Los Angeles, Califórnia |
Outra forma de fossilização que pode preservar o corpo inteiro de um animal é o congelamento. Assim como ocorre com a dissecação, as temperaturas congelantes podem diminuir o ritmo da invasão das bactérias e a subseqüente decomposição de um corpo. Uma espessa camada de gelo ou solo congelado também pode deter os predadores. Os pesquisadores descobriram corpos de mamute bem preservados em tundras congeladas e grutas gélidas. Às vezes, esses corpos ainda têm pele, cabelo e órgãos intactos, o que dá aos paleontólogos uma idéia mais completa da aparência do animal e de sua fisiologia. O congelamento também pode preservar espécimes, mas geralmente não tão bem quanto a dissecação.
BANARAS KHAN/AFP/Getty Images
Um homem segura um inseto fossilizado em âmbar durante
uma exposição de minerais e gemas do Paquistão, em maio de 2002 |
Quando um animal é preso em piche ou parafina que ocorre naturalmente, seu corpo inteiro pode ser preservado. Enquanto a parafina e outras ceras podem preservar o tecido mole de um animal, substâncias como o piche preservam somente as partes duras. Um bom exemplo disso são os mamíferos e as plantas preservadas no La Brea Tar Pits, em Los Angeles, Califórnia. A cor dos ossos escavados das piscinas de piche geralmente é marrom escuro, pois eles absorveram o piche através de seus poros. O piche e a parafina também podem preservar plantas. Algumas formas de vida, incluindo os seres humanos, também foram preservadas em turfa, que é composta principalmente de musgos decompostos.
Quando um inseto pousa sobre resina de árvores, restos de plantas e pólen podem ser encobertos pela resina da árvore. Os componentes voláteis da resina evaporam em milhares de anos. Primeiro, ela se torna uma substância dura conhecida como copal, e quando todos os componentes voláteis desaparecem, ela se torna um material duro e inerte chamado âmbar. Esses espécimes são muito úteis, pois preservam a estrutura física inteira do fóssil. O âmbar também pode conter bolhas de água, ar e gás.
Todos esses tipos de fósseis, e os ossos preservados em rocha sedimentar, podem dar aos cientistas muitos indícios de como a vida se desenvolveu no planeta. Mas os paleontólogos somente podem estudar o que podem encontrar. Continue a ler para saber como os cientistas encontram e recuperam fósseis.
Sangue de pedra
Nos últimos 10 anos, os cientistas fizeram descobertas surpreendentes
sobre fósseis de dinossauros. Por exemplo, a pesquisadora Mary
Schweitzer, da N.C. State University, descobriu o que parecem ser células sangüíneas e proteína em ossos de um tiranossauro rex criacionista de 65 milhões de anos. Enquanto alguns
consideraram a descoberta como uma prova de que a idade da Terra é bem
inferior a 4,5 bilhões de anos, muitos cientistas encararam a
descoberta como uma pergunta não respondida sobre a criação dos fósseis
e sobre quanto tempo o tecido mole pode, de fato, durar. |