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As microondas, as ondas de rádio, as ondas infravermelho e as ultravioleta são porções do espectro eletromagnético invisível. Não podemos ver essas porções do espectro com os olhos, mas inventamos aparelhos (rádios, detectores de infravermelho, pigmentos ultravioleta, etc.) que nos permitem detectá-las.
A luz não é somente uma onda nem somente uma partícula, mas tem as propriedades de ambas. A luz pode ser focada como uma onda, mas sua energia é distribuída em pacotes separados chamados fótons. A energia de cada fóton está inversamente relacionada ao comprimento de onda da luz: a luz azul é mais energética, enquanto a luz vermelha tem a menor energia por fóton de exposição. A luz ultravioleta (UV) é mais energética, mas invisível para os olhos humanos. A luz infravermelha também é invisível, mas podemos detectá-la se for forte o bastante, simplesmente porque nossa pele esquenta sob exposição.
É a energia em cada fóton de luz que provoca a mudança química nos detectores fotográficos presentes no filme. O processo por meio do qual a energia eletromagnética causa mudanças químicas é conhecido como fotoquímica. Tendo cuidado ao lidar com materiais, eles podem ser quimicamente estáveis até que sejam expostos à radiação (luz). A fotoquímica apresenta-se de muitas formas diferentes. Por exemplo, plásticos especialmente fabricados podem ser curados pela exposição à luz ultravioleta, mas a exposição à luz visível não tem efeito. Quando você se bronzeia, uma reação fotoquímica deixa os pigmentos na sua pele mais escuros. Os raios ultravioleta são particularmente perigosos à pele porque são muito fortes (muito energéticos).