Como funcionam os faróis

Autor: 
Jeff Harder

Para os cansados marinheiros do passado – os faróis representavam o final da jornada – e talvez o trecho mais perigoso dela. Para os aficionados dos tempos modernos, trata-se de um monumento da história de uma comunidade marítima. Mas não importa o que significa para você, no fundo, no fundo, um farol é algo bem simples: uma torre com uma iluminação no topo.

Em uma era antes da existência do GPS e outros aparatos para a navegação, os faróis serviam a dois propósitos principais. O primeiro era iluminar a água para que os bancos de areia ficassem à mostra, assim como recifes, rochas e outros potenciais problemas que pudessem aparecer na frente dos navios, mostrando o caminho para o porto. A maioria dos faróis também contava com sinais de nevoeiro como buzinas cujo som alertava os navios sobre os riscos em períodos de baixa visibilidade.

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© istockphoto.com /Dmathies

O segundo propósito era servir como referência aos marinheiros. Cada farol distinguia a si mesmo utilizando para tal um esquema de cores, padrões na torre e assinatura de luz. Por exemplo, um farol poderia emitir dois flashes a cada três segundos para se diferenciar de outro que emitia quatro flashes a cada três segundos.

Antes de sua automação no século 20, os faróis acomodavam sistemas complexos bem como pessoal de manutenção e responsável pela iluminação 24h por dia. Além do farol, era preciso ter um prédio com uma estação completa de iluminação que incluía sinais de nevoeiro, garagem para barcos, acomodações para o faroleiro e seus familiares e um casa separada para isolar os agentes inflamáveis que impulsionavam as lâmpadas.

Não havia dois faróis construídos da mesma maneira. Os mais antigos foram construídos com qualquer material que estava disponível no local como madeira, ferro, concreto, tijolo, pedra, entre outros. Alguns eram construídos na margem com vista para a água enquanto outros foram construídos no próprio mar acima de recifes ou sobre rochas. Até mesmo a altura da torre varia entre um farol e outro dependendo da vista para a água. Um farol que está posicionado sobre um penhasco de 30 m, por exemplo, não precisa ser tão alto como outro que está posicionado ao nível do mar.

No entanto, há semelhanças regionais quando se trata de construção. Os faróis construídos no Outer Banks da Carolina do Norte são construídos em intervalos de forma que se um navio perder um sinal de um farol ao fazer uma manobra, poderá encontrar o brilho do outro [fonte: Gales].