Controles

Os controles do piloto também são bastante simples. O piloto controla o avião com uma haste de controle localizada no centro da cabine e controla o motor com a alavanca de aceleração a sua esquerda. Ambos os controles têm botões e chaves que operam o equipamento do radar, selecionam opções no heads-up display, localizam alvos e atiram com as armas.

Os controles são projetados com o sistema HOTAS - hands-on throttle and stick (mãos no acelerador e manche). No sistema HOTAS, cada chave e botão nos controles tem formato e textura diferentes. Dessa forma, o piloto pode controlar todos os aspectos principais do avião sem nem mesmo olhar para baixo na cabine.


Foto cedida Departamento de Defesa Norte-Americano
 A cabine no F-15 Strike Eagle (à direita) tem uma estação extra para o oficial dos sistemas de armas

O WSO, por contraste, não passa muito tempo olhando para fora da cabine. Ele monitora o radar, o LANTIRN e os dados de vôo nos quatro monitores multifuncionais (MFD): monitores de tubo de raio catódico rodeado de botões (parecido como o monitor de um caixa eletrônico). A posição do WSO tem um conjunto completo de controles de vôo, mas essa é apenas uma provisão de reserva: normalmente, o WSO não ajuda a pilotar o avião. Ambos, o piloto e o WSO, sentam-se em assentos ejetáveis ACESS II de alta tecnologia, que os lançam para fora do avião em uma emergência.

Todo esse equipamento caro serve a um propósito: ele é projetado para lançar vários mísseis, bombas e balas, conhecido nos círculos militares como artilharia, para alvos inimigos. Veremos agora o que, de fato, um F-15 carrega quando está em guerra.

O F-15 Eagle é carregado com armamento que pode desbancar quase toda aeronave existente. Ele lança oito mísseis ar-ar de diferentes designs. Ela pode transportar várias combinações de mísseis AMRAAMs AIM-120 avançados (medium range air-to-air, ar-ar de alcance médio), mísseis AIM-9L/M Sidewinder ou mísseis AIM-7F/M Sparrow.


Foto cedida Departamento de Defesa Norte-Americano
 Dois F-15 lançam mísseis AIM-7 Sparrow ar-ar
em exercícios de treinamento

Todos os três tipos de mísseis são projetados para perseguir ativamente seus alvos. Os mísseis AMRAAM e Sparrow são ambos guiados por radar. O AMRAAM tem sua própria unidade de radar e sistema de controle de vôo. Antes de lançar o míssil, o computador do F-15 transmite as informações do radar especificando o alvo pretendido, e a unidade de radar do míssil trava no alvo. Depois que o míssil é lançado, seu único objetivo é seguir (ajustando as aletas de vôo) em direção àquele alvo.

O míssil Sparrow funciona com um princípio similar, mas não tem seu próprio transmissor de radar. O piloto deve manter o transmissor do avião voltado para o alvo, para "indicá-lo" ao míssil.

O míssil sidewinder usa um sensor infravermelho para capturar a exaustão do motor quente de um avião inimigo. Os controles de vôo simplesmente guiam o míssil em direção à área mais quente à vista.

O F-15 também tem uma metralhadora embutida, um canhão M-61 de 20-mm com seis canos, montado dentro da asa estibordo (direita). O canhão tem um eficiente design de arma de repetição que pode atirar cerca de 6 mil balas por minuto. Porém, ele nunca teve essa chance porque seu carregador comporta apenas 940 balas. Ele pode esvaziar o carregador inteiro em menos de 10 segundos.


Foto cedida Departamento de Defesa Norte-Americano
 Pilotos carregam munição para um canhão de 20-mm do
F-15

O piloto seleciona um display de alvo diferente no HUD para cada arma. O display da metralhadora, por exemplo, consiste em uma forma de funil. O piloto manobra o avião para que o alvo permaneça no centro do funil e depois dispara.

O F-15 Strike Eagle tem tudo o que o F-15 Eagle possui e também pode transportar praticamente qualquer míssil ar-terra no arsenal da Força Aérea. Geralmente ele transporta munições guiadas, como a bomba GBU-15. No total, pode transportar cerca de 10.430 kg de artilharia.


Um F-15 Strike Eagle despeja bombas Mark 84 guiadas por laser durante um exercício de treinamento

Ambos os modelos de F-15 também têm algumas defesas de alta tecnologia. Eles têm receptores de aviso de radar, que detectam o radar do inimigo das estações de terra, aviões ou mísseis guiados e um misturador de radar avançado para confundir essas unidades de radar. Eles também têm um lançador chaff, um dispositivo que dispara uma nuvem de pequenas tiras de metal. O radar do inimigo captura os fragmetos de metal (chaff) e temporariamente perde o alvo sobre o F-15.

A combinação de alto desempenho nas manobras, componentes eletrônicos sofisticados e poderoso armamento do F-15 fizeram dele uma arma altamente bem-sucedida do arsenal dos Estados Unidos (e de outros países também). Mas agora a Boeing e a Lockheed Martin já desenvolveram seu substituto, o F-22 Raptor (em inglês).


Foto cedida Força Aérea Norte-Americana
 O F-22 Raptor, o substituto de alta tecnologia do F-15

O Raptor eleva tudo do F-15 para um novo nível, com maior aceleração, manobrabilidade e poder computacional. Ele também é projetado para vôo stealth ("invisível", de baixa detectabilidade), como o F-117 e o bombardeiro B-2. Quando o F-22 entrou em serviço em 2005, a Força Aérea diminuiu as atividades do F-15 Eagle. O F-15 Strike Eagle continuará voando durante algum tempo.

Para mais informações sobre o F15, o F-22 e outras aeronaves militares, confira os links na próxima página.