A extinção hoje

Baseados na análise do registro fóssil, pesquisadores estimam que a maioria das espécies da Terra têm um tempo de vida de cerca de 10 milhões de anos. É um ciclo progressivo de plantas, animais e organismos microscópicos, aparecendo no registro fóssil, permanecendo por cerca de 10 milhões de anos e desaparecendo. Provavelmente, esse é o estado natural da vida na Terra, independente de exatamente quais espécies estão vivas.

No entanto, as formas vivas estão morrendo mais rapidamente hoje do que aparece em qualquer ponto do registro fóssil. Como discutimos antes, a taxa histórica de extinção está em algum ponto entre uma e cinco espécies por ano. Mas hoje, a taxa de extinção parece estar entre 100 e 1.000 vezes maior do que aquela [fonte: Holsinger (em inglês)]. Os números exatos são difíceis de ser definidos. Ninguém sabe quantas espécies estão vivas hoje na Terra. Além disso, pode ser difícil ou impossível determinar se uma planta ou um animal desapareceu. Mesmo depois de pesquisas exaustivas, os pesquisadores declararam alguns animais como extintos só para encontrar novas espécies mais tarde.

cattle and burning rainforest
Foto de Michael Nichols/National Geographic/Getty Images
Campo de pasto queimando na floresta amazônica, Rondônia, Brasil

A causa principal dessas extinções não é o aquecimento global ou a chuva ácida, é a destruição do habitat, como no caso dos hotspots ambientais. Na medida que a população humana cresce e o planeta se torna mais industrializado, os habitats naturais de plantas e animais desaparecem. As espécies que viviam nesses habitats morrem e o nível da biodiversidade diminui. O desaparecimento de espécies de plantas e animais pode levar a tudo, desde à escassez de alimentos à baixa qualidade do solo. O desaparecimento de organismos microscópicos também pode ter o seu papel. Por exemplo, uma teoria sobre a extinção Permiana-Triássica é que bactérias marinhas foram extintas e as bactérias que floresceram, como resultado disso, produziram sulfeto de hidrogênio (ácido sulfídrico) e causaram a chuva ácida.

O comportamento humano também está causando outros estresses do ecossistema, como a poluição, que pode ameaçar espécies com a extinção. As mudanças globais, como o aquecimento global, também desempenham um papel na extinção. Na teoria, enfrentar essas questões diminuiria a taxa de extinção, mas não está claro quanto tempo levaria para que as populações de plantas e animais voltassem ao normal.

Independente de saber se uma extinção em massa está se aproximando, os pesquisadores concordam que a destruição da biodiversidade tem impacto negativo nos ecossistemas. Para aprender mais sobre a expectativa de uma extinção em massa em um futuro próximo, leia Vamos ser extintos? Se você quiser saber mais sobre biodiversidade, conservação e tópicos relacionados, visite os links na próxima página.

Quem declara as extinções?

Não há um organismo mundial responsável por determinar quais formas de vida estão extintas e quais não estão. Normalmente, a declaração de que uma espécie se tornou extinta vem após uma exaustiva busca física por uma equipe particular de pesquisa. Entretanto, muitos grupos rastreiam o estado da conservação de plantas e animais. Esses grupos classificam os animais de acordo com fatores como se eles estão ameaçados, em perigo ou aparentemente em segurança. Um desses grupos é o International Union for Conservation of Nature and Natural Resources (IUCN), que mantém a Lista vermelha de espécies ameaçadas (em inglês). Na lista vermelha de 2007, 16.306 espécies estão listadas como ameaçadas de extinção. Leia mais sobre o assunto no nosso artigo sobre extinção de animais.