Vulcões, asteróides, ácido e extinções em massa

É fácil pensar sobre extinções em massa como eventos que, repentinamente, destroem muito da vida na Terra. Na realidade, a maior parte das extinções em massa acontecem ao longo de milhões de anos. Muitas plantas, animais e organismos microscópicos morrem gradualmente como resultado do estresse massivo no ecossistema. Isso eventualmente leva à extinção de muitas formas de vida.

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Frank Krahmer/Photodisc/Getty Images
Vulcões foram culpados por extinções em massa no passado

Quando estudam essas extinções, os pesquisadores observam todas as formas de vida em grupos, usando classificações científicas. Essas classificações organizam as formas de vida de acordo com características que elas têm em comum. Do maior para o menor, esses grupos são domínio, reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie. Os pesquisadores normalmente examinam como as extinções em massa afetaram as famílias e o gênero para determinar a extensão da extinção.

Pesquisadores discordam sobre exatamente quantas extinções em massa atingiram o planeta. No entanto, a maioria concorda que houve cinco extinções em massa principais.

  • A extinção Ordoviciana aconteceu há cerca de 490 milhões de anos. A formação de geleiras causou a diminuição dos níveis do mar, que levou à extinção de cerca de metade de todas as famílias de animais.

  • A causa da extinção no fim do período Devoniano ainda está em debate. Por causa dela, cerca de 1/4 das famílias marinhas e mais da metade dos gêneros marinhos foram extintos. A extinção no fim do período Devoniano aconteceu há cerca de 360 milhões de anos.

  • A extinção Permiana-Triássica foi a maior extinção em massa que houve. Cerca de 85% dos gêneros marinhos e 70% das espécies terrestres foram extintos. Essa extinção aconteceu há 250 milhões de anos e há inúmeras teorias sobre sua causa.

  • Os vulcões foram os prováveis culpados da extinção final Triássica que matou cerca de 20% das famílias marinhas e metade dos gêneros marinhos há 200 milhões de anos.

  • A extinção em massa mais famosa é a Cretáceo-Terciária, também conhecida como o evento K-T. Essa é a extinção que levou ao fim dos dinossauros há 65 milhões de anos. A hipótese atual é que o impacto de um asteróide, ao largo da costa do que agora é o México, causou ou contribuiu fortemente para o evento K-T.

Em cada uma dessas extinções em massa, algum tipo de evento causou extremo estresse nos ecossistemas do mundo. Grandes grupos de animais morreram criando espaço para novas vidas. Após cada extinção em massa, novas espécies surgiram. Os sobreviventes da extinção tiveram sucesso, tirando vantagem dos novos espaços e recursos disponíveis. É por causa dessas extinções que a vida na Terra é como vemos hoje.

Entretanto, a Terra não vai se mostrar assim por muito tempo. A seguir, vamos ver como as extinções estão afetando o mundo de hoje e se os humanos podem ser a causa da sexta maior extinção em massa.

As extinções e o tempo

As extinções em massa marcam divisões importantes na escala do tempo geológico, que é a história da Terra como registrada nas camadas de pedras que formam a sua crosta. Geologistas e paleontologistas usam essa escala para estudar tudo, das formações rochosas aos fósseis.