É fácil pensar na extinção como um evento grande e drástico, como o resultado da colisão de um asteróide ou como a invasão de novas e agressivas espécies. Mas as extinções acontecem mesmo sem a ajuda de desastres naturais ou de grandes matanças. Pesquisadores estimam que entre 1 e 3 bilhões de espécies viveram na Terra durante sua história e que quase 50 milhões delas desapareceram. Menos de 1/3 desses bilhões de formas de vida extintas desapareceram durante extinções em massa [fonte: Newman].

Você vai notar que estas são todas médias e aproximações. Isso não é só porque envolvem grandes números e longos períodos de tempo. Esses números são aproximados devido às várias dificuldades inevitáveis que são parte do estudo da extinção.
Por tudo isso, muito do estudo da extinção pode ter mais a ver com matemática do que com seres vivos reais. Os pesquisadores usam o número de fósseis conhecidos para estimar o número de espécies que existiram em todos os tempos. Eles usam estimativas chamadas intervalos de confiança para analisar a probabilidade de uma determinada espécie se tornar extinta em um determinado momento. E eles usam equações e algorítmos para tentar compensar os furos nos dados disponíveis e para fazer previsões precisas de como, quando e por que as espécies se tornam extintas.
Os pesquisadores também podem aplicar análise matemática às plantas, aos animais e aos organismos microscópicos vivos atualmente. Por exemplo, com a matemática os pesquisadores podem estimar quantas unidades de uma determinada planta ou animal estão vivas no planeta. A matemática também ajuda os pesquisadores a calcular a população mínima viável de uma espécie, ou o ponto no qual é certo que ela se torne extinta, mesmo que haja um pequeno número restante. Todo esse trabalho matemático pode ajudar os cientistas a calcular se uma única espécie está em perigo e a ajudar a protegê-la.
Mas a extinção não se resume à matemática. Nas duas próximas seções, veremos os aspectos práticos da extinção em pequena e grande escalas. Você vai conhecer a extinção em massa mais devastadora do mundo. Você também vai saber porque uma borboleta pode causar a extinção de numerosas espécies se desaparecer.