Extinção em massa

A forma e a distribuição das criaturas vivas sobre a Terra podem ser atribuídas a dois fatores - à evolução e ao meio ambiente. O estudo da evolução compreende as formas de origem da vida, como ela se diversificou e de que maneira diferentes criaturas se originaram de outras.
A evolução mostra em uma linha horizontal como foi o desenvolvimento da vida em nosso planeta. Enquanto o estudo do meio ambiente (ecologia) é uma linha vertical nesse mesmo universo. Evolução e ecologia estão intimamente relacionadas e seus estudos se interrelacionam de maneira intensa. A extinção de espécies é uma das formas naturais pelas quais a evolução se processa.

A evolução biológica implica extinção de espécies, uma vez que a seleção natural significa a sobrevivência do mais apto, do mais adaptado a cada ambiente. Assim, à medida que ocorrem mudanças ambientais, muitas espécies e até grupos inteiros (famílias) podem ser extintos.

Pelo estudo dos fósseis (paleontologia), os cientistas já documentaram cinco grandes extinções em massa na história da Terra, que eliminaram mais de 50% das espécies de seres vivos de cada época em que aconteceram.

A mais recente delas é a do período Cretáceo-Tertiário, causada pelo impacto de um meteoro que formou a cratera de Chicxulub, que agora se esconde na Península de Yucatan, abaixo do Golfo do México. Na ocasião, 16% das famílias de espécies marinhas, 47% dos gêneros marinhos e 18% das famílias de vertebrados terrestres, incluindo os dinossauros, foram devastados.

Outra é a extinção do final do Triássico, há 214 milhões de anos, cujas causas mais prováveis são gigantescas inundações de lava vulcânica vindas da província magmática do Atlântico central. Um evento que desencadeou a abertura daquele oceano. Cientistas calculam que esta atividade vulcânica possa ter levado a um aquecimento global mortal. Material rochoso destas erupções pode ser encontrado ainda hoje no leste dos Estados Unidos e do Brasil, norte da África e na Espanha. Nesse episódio foram extintas 22% das famílias marinhas e 52% dos gêneros marinhos. A morte dos vertebrados continua sem estimativas precisas.

A extinção do Permiano-Triássico, há 251 milhões de anos, também tem como causa a suspeita de impacto de um cometa ou asteróide. Essa foi a maior das extinções em massa, matando 95% de todas as espécies de seres vivos que existiam. As outras extinções foram a do período Devoniano tardio, há cerca de 364 milhões de anos e com causas desconhecidas, que exterminou 22% das famílias marinhas. E a grande extinção do Ordoviciano-Siluriano, ocorrida há mais ou menos 439 milhões de anos, pela queda nos níveis dos mares com a formação das calotas polares e depois, o aumento dos níveis dos mares com o derretimento das geleiras. É estimada a extinção de 25% das famílias marinhas e 60% dos gêneros marinhos neste período.

Nas duas primeiras extinções em massa fica difícil calcular o número de animais terrestres e vertebrados afetados porque, ou simplesmente eles não existiam, ou seus fósseis foram destruídos pela atividade vulcânica posterior.

Muitos biólogos acreditam que nós estejamos atualmente nos estágios iniciais de uma extinção em massa causada pelo homem, o evento da extinção Holocênica. Edward Wilson, da Universidade Harvard, em seu O futuro da vida estima que se a atual taxa de destruição humana da biosfera continuar, metade de todas as espécies de seres vivos estará extinta em 100 anos.