Desafios no desenvolvimento

A DARPA não será a primeira a tentar construir um traje mecânico como este. Como já mencionamos anteriormente, a GE desenvolveu o traje corporal elétrico e hidráulico Hardiman na década de 60. O problema daquele traje foi que ele era tão grande e pesado (680 kg) que acabava não sendo prático. No entanto, há materiais mais avançados, como a fibra de carbono, e outros mecanismos disponíveis atualmente que podem ser usados para construir um exoesqueleto mais aerodinâmico. Mesmo assim, ainda há outros desafios a serem vencidos.

Para tirar o exoesqueleto da nossa imaginação e fazê-lo funcionar, cinco elementos terão de ser unidos em um único produto: estrutura, energia, controle, movimento e biomecânica - o que gera muitos desafios.

  • Materiais estruturais - o exoesqueleto terá de ser feito de materiais ou ligas fortes, leves e flexíveis, resistindo ao fogo inimigo e protegendo o soldado que o está vestindo.
  • Fonte de energia - o exoesqueleto deve ter energia suficiente para funcionar por pelo menos 24 horas sem precisar de qualquer tipo de reabastecimento, e a energia deve ser gerada por algo que possa ser vestido por uma pessoa. Criar uma máquina silenciosa pode ser a tarefa mais difícil para os pesquisadores, já que essa máquina deverá ser alimentada por algum tipo de motor.
  • Controle - os controles para a máquina devem ser perfeitos, para que o usuário tenha a capacidade de agir normalmente.
  • Movimento - os projetistas terão de dar à máquina a habilidade de se mover de maneira suave, sem que o soldado se sinta muito desconfortável. Além disso, os mecanismos de movimento devem ser silenciosos e eficientes, como o motor.
  • Biomecânica - as máquinas vão conseguir se mover como uma pessoa? Os exoesqueletos devem poder andar de um lado para o outro e de frente para trás exatamente como uma pessoa se moveria em um campo de batalha. A falta dessa habilidade poderia se mostrar fatal para os soldados dentro dos trajes. Para facilitar toda essa necessidade de biomecânica, os pesquisadores terão de projetar a estrutura com articulações que se dobram como as nossas.
Os exoesqueletos militares serão algumas das máquinas mais sofisticadas já desenvolvidas e também poderiam levar a outras novidades na fabricação de robôs mais parecidos com os humanos. Além disso, é necessário que esses exoesqueletos sejam capazes de sentir o movimento humano e reagir a ele, além de converter energia derivada de alguma fonte em potência de movimento que possa auxiliar os soldados usuários. São grandes os desafios no caminho dos desenvolvedores, e nós espectadores dessa grande jornada provavelmente veremos muitos novos equipamentos e inovações sendo desenvolvidos para tornar possível o funcionamento dos exoesqueletos.