Mesclando homem e máquina

O que o programa de fabricação do exoesqueleto da DARPA planeja fazer é transformar grupos de soldados comuns em supertropas capazes de pular obstáculos altos e se locomover a altas velocidades. Como o programa está em seus estágios iniciais, os detalhes dessas máquinas de vestir ainda são muito vagos, mas a DARPA já criou algumas expectativas para essas máquinas. Eis o que os pesquisadores esperam que o exoesqueleto vão fazer pelos soldados: 
  • aumento de força - os soldados serão capazes de transportar mais armas e suprimentos. Ao aumentar a força, os soldados também serão capazes de remover grandes obstáculos de seu caminho durante as marchas e usar armadura  corporal e outras proteções balísticas mais pesadas. Na década de 60, a General Electric (em inglês) e as Forças Armadas dos Estados Unidos desenvolveram em conjunto um exoesqueleto, chamado de Hardiman, que fazia a ação de erguer 110 kg parecer-se com a sensação de se levantar 5 kg;
  • aumento de velocidade - uma pessoa comum anda com velocidades de 6 a 10 km/h, mas os soldados normalmente têm de carregar 70 kg de suprimentos em suas mochilas. Nessas condições, nem as tropas mais bem condicionadas fisicamente conseguem se mover muito rápido carregando tanto peso nas costas. Ainda não se sabe com que rapidez o exoesqueleto da DARPA será capaz de se mover, mas o amplificador corporal desenvolvido independentemente pela SpringWalker (em inglês) foi testado a velocidades superiores a 16 km/h;
  • salto a grandes alturas e distâncias - ainda não se sabe ao certo a distância ou altura que os soldados serão capazes de saltar ao vestir os exoesqueletos, mas os oficiais militares desejam que os soldados possam saltar sobre obstáculos que normalmente diminuiriam a velocidade das tropas.
De forma geral, os soldados vão se beneficiar com a resistência aumentada quando estiverem marchando por longas distâncias sobre terrenos desconhecidos. Além disso, com o ganho de força, também poderão consertar equipamentos pesados que fossem difíceis de reparar sem a roupa. Finalmente, os especialistas acreditam que haverá menos mortes devido ao aumento na proteção corporal.


Foto cedida pela DARPA
Desenho artístico da aparência que os soldados do futuro terão ao vestirem os exoesqueletos

Esses equipamentos também seriam equipados com sensores e receptores GPS (Global Positioning System), criando a possibilidade de obter informações sobre o terreno que estão cruzando e sobre como chegar a locais específicos. A DARPA também está desenvolvendo tecidos computadorizados que poderiam ser usados com os exoesqueletos para monitorar a freqüência cardíaca e taxa de respiração dos soldados.

A verdade é que se as Forças Armadas americanas conseguirem o que querem, terão batalhões de supersoldados capazes de pular mais alto, correr mais rápido e erguer pesos enormes. Mas o desenvolvimento desses equipamentos deve demorar anos, ou até décadas. Na próxima seção, você vai aprender sobre alguns dos obstáculos que os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento dos exoesqueletos terão de enfrentar.