Imagine, por exemplo, uma grande quantidade de células idênticas de E. coli que vivem em uma placa de Petri. Com bastante alimento e temperatura certa, elas podem duplicar-se a cada 20 minutos. Isto é, cada célula de E. coli pode duplicar sua fita de DNA e se dividir em duas novas células em 20 minutos.
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Agora, imagine que alguém derrame antibiótico na placa de Petri. Muitos antibióticos matam bactérias arruinando uma das enzimas necessárias para a sobrevivência. Por exemplo, um antibiótico comum arruína o processo enzimático que constrói a parede celular. Sem a capacidade para adicionar essa parede, as bactérias não conseguem se reproduzir e acabam morrendo.
Quando o antibiótico entra na placa, todas as bactérias morrem. Contudo, imagine que, entre os muitos milhões de bactérias que vivem na placa, uma delas adquire uma mutação que torna sua enzima de construção da parede celular diferente da normal. Em razão da diferença, a molécula do antibiótico não adere adequadamente na enzima e, portanto, não a afeta. Aquela célula de E. coli sobreviverá e, uma vez que todas as suas vizinhas estão mortas, ela poderá reproduzir-se e tomar toda a placa de Petri. Agora, há uma cepa de E. coli imune àquele antibiótico particular.
Neste exemplo, você pode ver a evolução em operação. Uma mutação aleatória no DNA criou uma célula de E. coli diferente de todas as outras. A célula não é afetada pelo antibiótico que mata todas as suas vizinhas. Esta célula única consegue sobreviver no ambiente daquela placa de Petri.
A bactéria E. coli é o mais simples dos organismos, e por se reproduzir com tanta rapidez, podemos realmente ver os efeitos da evolução em tempo real. Nas últimas décadas, muitos tipos diferentes de bactérias tornaram-se imunes aos antibióticos. De modo similar, os insetos se tornam imunes aos inseticidas porque se reproduzem com muita rapidez. Mosquitos resistentes ao DDT, por exemplo, evoluíram de mosquitos normais.
Na maior parte dos casos, a evolução é um processo muito mais lento.