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Utilizando a evidência de DNA
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Utilizando a evidência de DNA
Em razão do importante papel que a evidência de DNA teve no caso O. J. Simpson, a maioria das pessoas sabe que os perfis de DNA são utilizados por investigadores criminais para:
- provar a culpa - perfis de DNA correspondentes podem ligar um suspeito a um crime ou à cena do crime;
- livrar um inocente - inocentes foram libertados do corredor da morte nos Estados Unidos com base na evidência de DNA. Até aqui, a evidência de DNA tem sido quase tão útil ao excluir suspeitos quanto ao apontá-los e condená-los; aproximadamente 30% das comparações do perfil de DNA feitas pelo FBI resultam na exclusão de um suspeito;
A evidência de DNA é útil também para outras finalidades.
- Teste de paternidade e outros casos em que as autoridades precisam provar se indivíduos são parentes ou não - um dos testes de paternidade mais infames dos últimos tempos ocorreu em 1998, quando a revista "Nature" questionou se Thomas Jefferson, o terceiro presidente dos Estados Unidos, teve filhos com alguma de suas escravas.
 Foto cortesia Genelex, Inc. A evidência de DNA pode apontar se as pessoas têm relações de parentesco |
- Identificação de cadáveres - os investigadores da Polícia freqüentemente enfrentam a tarefa desagradável de tentar identificar um corpo ou restos mortais. O DNA é uma molécula bastante recuperável e as amostras podem ser facilmente extraídas de cabelos ou ossos; uma vez criado o perfil, ele pode ser comparado a amostras de familiares de pessoas desaparecidas para verificar se existe correspondência. Os militares utilizam o perfil de DNA até mesmo no lugar do velho cão farejador. Cada novo recruta deve fornecer amostras de sangue e de saliva e essas amostras podem ser utilizadas posteriormente como um identificador positivo para soldados mortos na linha de fogo. Mesmo sem uma correspondência de DNA para identificar conclusivamente o corpo, o perfil é utilizado, pois pode fornecer pistas importantes sobre a vítima, como sexo e etnia.
- Estudar a evolução das populações humanas - os cientistas estão tentando utilizar amostras extraídas de esqueletos e de pessoas vivas ao redor do mundo para mostrar como no passado as populações migraram por todo o globo e se diversificaram em tantas etnias diferentes.
- Estudar doenças hereditárias - os cientistas também estudam as impressões digitais de DNA de famílias com membros que herdaram doenças como o mal de Alzheimer para tentar pesquisar diferenças cromossômicas entre aqueles que não têm a doença e aqueles que a têm, na esperança de que essas diferenças cromossômicas possam ser ligadas à aquisição da doença.
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