Os avanços na evidência de DNA

Em 1985, o DNA entrou em um tribunal pela primeira vez como evidência em um julgamento, mas foi somente em 1988 que a evidência de DNA mandou alguém de fato para a cadeia. Trata-se de uma área complexa da ciência forense que se baseia em grande parte em antecipações estatísticas; nos primeiros casos, em que os jurados depararam com muitas evidências fortemente carregadas de fórmulas matemáticas, era fácil para os advogados de defesa criarem dúvidas na mente dos jurados. Desde então, alguns avanços permitiram que os investigadores criminais aperfeiçoassem técnicas envolvidas e enfrentassem desafios legais para as impressões digitais do DNA. Eis alguns desses aprimoramentos:

 

  • novos procedimentos de testes - a análise RFLP necessitava de grandes quantidades de DNA de qualidade relativamente alta. Os procedimentos mais recentes necessitam de bem menos DNA e podem ser concluídos mais rapidamente;

     

  • fonte de DNA - a ciência tem maneiras de extrair DNA de fontes que costumavam ser difíceis ou muito contaminadas para serem utilizadas;

     

  • bancos de dados de DNA expandidos - vários países, incluindo os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, construíram bancos de dados elaborados com centenas de milhares de perfis individuais de DNA. No entanto, esses bancos de dados também levantam questões sobre privacidade. O DNA armazena muito mais informações sobre uma pessoa do que as impressões digitais. Por exemplo, o DNA de uma pessoa inclui informações sobre tudo, desde a cor dos olhos até defeitos genéticos. Algumas pessoas temem que a utilização difundida dos bancos de dados de DNA possa encorajar os governos a discriminar pessoas em razão de informações contidas em seu DNA. No entanto, acredita-se que o DNA utilizado para o banco de dados CODIS do FBI não corresponda aos traços reais de uma pessoa;

     

  • treinamento - os laboratórios criminais desenvolveram protocolos formais para manipular e processar a evidência, reduzindo a probabilidade de contaminação das amostras. Na sala de julgamento, os promotores têm sido mais cautelosos ao apresentar evidências genéticas, e muitos Estados estabelecem regras específicas a respeito de sua admissibilidade nos casos criminais. Veja Como funcionam as investigações da cena do crime para maiores detalhes;

     

  • educação científica - nos últimos anos, muitos debates surgiram em todo o mundo a respeito de questões como a utilização da evidência de DNA, clonagem de animais ou venda de alimentos geneticamente modificados. Desde essa época, os estudos sobre o DNA e suas propriedades têm se tornado mais profundos e divulgados.