DNAs correspondentes

Os oficiais da lei têm utilizado vários métodos para examinar o DNA. As etapas para preparação e análise do DNA podem variar com base no método utilizado pelos investigadores. Porém, de modo geral, os testes examinam as partes codificáveis das cadeias de DNA. Os genes, que servem de molde para a produção de proteínas nas células, constituem somente 5% de uma cadeia de DNA. O restante é não-codificável e inclui muitos pares de base repetidos. Tipos diferentes de testes procuram e analisam padrões de repetição de pares diferentes.

Análise mitocondrial do DNA
A maior parte dos testes de DNA forenses utiliza materiais do núcleo da célula. Às vezes, especialmente nas amostras mais antigas de tecido, como cabelos e dentes, não há mais restos do núcleo nelas. Nesses casos, os investigadores freqüentemente utilizam a análise mitocondrial do DNA, que utiliza DNA de uma mitocôndria da célula.
A análise do Polimorfismo de Comprimento do Fragmento de Restrição (RFLP) foi um dos primeiros métodos forenses utilizados para analisar o DNA. Ela analisa o comprimento das cadeias de DNA que incluem pares de base repetidos. Essas repetições são conhecidas como variable number tandem repeats (VNTRs) - grosseiramente traduzidas como repetições de arranjos de números variados - que podem se repetir em qualquer lugar, de uma a trinta vezes.

A análise RFLP requer que os investigadores dissolvam o DNA em uma enzima que quebra a cadeia em pontos específicos. O número de repetições afeta o comprimento de cada cadeia de DNA resultante. Os investigadores comparam amostras por meio da comparação dos comprimentos das cadeias. A análise RFLP requer uma amostra de DNA bastante grande e que não tenha sido contaminada por sujeira.

A análise via Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) é uma técnica mais recente que pode transformar o DNA em uma amostra bem menor. Para isso, é preciso fazer muitas cópias idênticas de uma quantidade pequena de DNA. É freqüentemente utilizada como etapa preliminar na análise Repetição de Arranjos Curtos (STR), que é o tipo mais utilizado de análise forense atualmente.

A análise STR examina a freqüência com que os pares de base se repetem em loci ou locais específicos em uma cadeia de DNA. Essas repetições podem ser de dinucleotídeos, trinucleotídeos, tetranucleotídeos ou pentanucleotídeos - isto é, repetições de dois, três, quatro ou cinco pares de base. Os investigadores freqüentemente procuram repetições de quatro ou cinco pares de bases em amostras que tenham passado pela amplificação via PCR, já que elas são provavelmente as mais precisas.

Na análise STR, os examinadores devem:

  • extrair o DNA das células da amostra
  • quantificar o DNA
  • transformar o DNA utilizando a ténica de PCR
  • utilizar eletroforese capilar para extrair o DNA transformado
Várias dessas etapas são bastante trabalhosas, mas muitas delas podem, agora, ser desempenhadas por robôs e máquinas.

O banco de dados CODIS do FBI utiliza amostras que passaram pela análise STR examinando 13 locais. A probabilidade de duas pessoas possuírem perfis STR de 13-loci idênticos é de cerca de uma em um bilhão.