O dia-a-dia na estação

Na estação
Do blog Verão Abaixo de Zero
Helicóptero de apoio na estação

Como falamos no começo do artigo, não é fácil o cotidiano na estação comandante Ferraz. Além dos pesquisadores, toda uma equipe de apoio, envolvendo militares da Marinha, Exército e Aeronáutica, participa do dia-a-dia. Aviões e helicópteros das Forças Aéreas Brasileiras (FAB) dão apoio aos pesquisadores. O navio Ary Rongel é essencial tanto para transporte como apoio às pesquisas. Também são usados botes infláveis. Juntamente com a infra-estrutura da estação, existem quatro outras bases de acampamento para apoio do trabalho de campo, obviamente só usadas no verão.

O clima é o principal empecilho nas atividades. Ele muda constantemente e, em três horas, um dia ameno pode se transformar numa tempestade com ventos em alta velocidade. É comum a chegada e saída de pesquisadores atrasar dias. A maior parte das atividades ou a pesquisa mais intensa é feita nos meses de verão, já que há luminosidade e um clima mais “ameno” nessa época. Durante o inverno a equipe de pesquisadores é menor, mas o trabalho continua mesmo assim.

Pesquisadores atrás de água
Do blog Verão Abaixo de Zero
Pesquisadores coletam água para usar na estação

Viver na estação é um trabalho de cooperação e convivência constante. Os pesquisadores precisam de ajuda mútua. Há revezamento para limpeza dos locais, para preparação de comida e até para conseguir água potável. Os momentos de lazer são poucos e se resumem a passeios monitorados pela região, mas há até quem arrisque uma pelada sob o frio polar.

Ano Novo Polar
Do blog Verão Abaixo de Zero
Pesquisador na
ceia de final de ano

Comemorações como Natal e Ano Novo são feitas distantes da família. Aliás a comunicação, graças aos avanços tecnológicos, mudou muito nos últimos anos. A internet está presente e assim que eles se comunicam com sua família e amigos. Há também um sistema de rádio e é possível fazer até teleconferências.

Mas o contato intenso com essa natureza selvagem parece prevalecer sobre qualquer sacrifício. Como diz a pesquisadora Neusa Paes Leme, que fez um diário de bordo sobre sua 25ª temporada na Antártica para o ComoTudoFunciona no blog Verão Abaixo de Zero, as pessoas saem “melhores” de lá.