As pesquisas realizadas na estação

As pesquisas na estação comandante Ferraz englobam os mais variados tópicos relacionados à física, química da atmosfera, astrofísica, ciências da vida e ciências da Terra. Todas elas são coordenadas pelo Proantar (Programa Antártica Brasileiro). Como o continente antártico é um ecossistema muito sensível, as alterações climáticas são um dos carros-chefes das pesquisas. As pesquisas levam em conta tanto o longo prazo - como as mudanças de temperaturas ocorridas há mais de 300 anos - quanto o curto prazo - 20 anos, por exemplo. Enquanto as primeiras apresentam dados sobre as grandes mudanças geológicas da Terra, as últimas levam em conta os impactos da poluição e outros dados. O ComoTudoFunciona tem um artigo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais exatamente sobre esse assunto.

Imagens atmosférica
Do blog Verão Abaixo de Zero
Imagens da atmosfera na Antártica

As questões da dinâmica atmosférica são outro forte tema. Os problemas da camada de ozônio foram identificadas por pesquisadores ingleses na Antártica nos anos 80. E agora pesquisadores brasileiros identificaram a sua diminuição e projetaram a estabilização com o fim da influência dos gases CFC, uma composição de Cloro-Flúor-Carbono, para 2060.

Outra pesquisa interessante é sobre a radiação UV, que é medida durante todo o ano e é comparada com a radiação obtida em Punta Arenas, Sul do Chile, em La Paz, Bolívia e no Brasil, nesse caso em quatro locais diferentes.

Além disso, são feitos monitoramentos de vários animais. Entre eles, as focas, os elefantes-marinhos, os pingüins e aves como a skua - uma espécie de gaivota de rapina - ou o petrel, que tem uma envergadura de aproximadamente dois metros, além obviamente de krill e outros pequenos seres vivos. Além do monitoramento de sua movimentação pela Terra, são estudados impactos ambientais sobre esses seres vivos.

Skua
Do blog Verão Abaixo de Zero
Pesquisador cataloga skua

Aliás, o monitoramento ambiental é uma constante nas pesquisas. Não só a influência nas espécies antárticas graças a impactos regionais e levados para a região, mas também os possíveis distúrbios da presença humana no local.