Conheça as partes de sua espingarda

Autor: 
Dave Coustan

Todas as espingardas têm alguns componentes básicos. Começando pela parte de trás, quase sempre há uma coronha que permite a fixação da espingarda nos músculos do ombro. Alguns fabricantes ainda acrescentam uma soleira no final da coronha, para amortecer o recuo que se sente ao atirar. Existem espingardas, geralmente do tipo assalto, que possuem coronhas dobráveis ou até mesmo nenhuma. Examinando mais à frente, encontraremos todas as partes que são associadas ao disparo. Elas incluem o gatilho, que se conecta à sua mola e ao cão. Algumas espingardas possuem um cabo de pistola, que se prolonga abaixo do gatilho.


O cão ativa o conjunto de parafusos e a agulha, que se apóia contra o cartucho a ser disparado. Agora estamos na câmara, onde ocorre o carregamento, descarregamento e o disparo. A câmara pode ser alcançada do lado ou de cima. Conectado à câmara está o cano, que é o longo tubo pelo qual passa a munição ao sair da arma. Algumas espingardas possuem um tambor ligado à câmara, que pode ter o formato de um segundo tubo mais curto abaixo do cano, de um cilindro ou de cartucho retangular que se prende no cano. Pode haver também uma telha (um cabo deslizante informalmente conhecido como bomba) anexa ao tubo mais curto, que é usada para mecanizar parcialmente o processo de carregamento e descarregamento. Na parte de cima do cano, você irá encontrar uma saliência, que é usada como um visor.

Fabricando um cano
Uma das etapas mais difíceis na produção de uma espingarda ou de um rifle é fazer um cano longo, reto e oco, mas consistente, e que possa suportar uma pressão superior a 5.000 psi. Para começar, o fabricante pega uma barra de aço cromo-molibdênio ou aço inoxidável bastante resistente e, usando uma furadeira especial, abre uma cavidade. Ao contrário das comuns, a maior parte das furadeiras para armas giram uma barra de aço, ao invés da broca. À medida que a broca se move no interior do tubo e abre o seu caminho, a máquina injeta óleo no tubo, a fim de remover todos os fragmentos, lubrificar a passagem e manter o interior do tubo resfriado. Leva-se cerca de meia hora para perfurar um cano. Com isto, a maior parte do trabalho está feita, mas o furo resultante normalmente ainda não é muito grande nem uniforme. A segunda perfuração remove os milésimos de centímetro que ainda estavam faltando e faz com que o diâmetro fique uniforme em toda a extensão do cano.