![]() Foto cedida pela NASA Os telescópios espaciais infláveis serão muito mais leves que seus predecessores de vidro e metal, barateando a colocação em órbita |
A indústria espacial continua a cortar custos utilizando materiais mais leves e fontes alternativas de energia. A idéia de uma colônia na Lua ou em Marte pode se tornar possível graças a essas novas tecnologias de espaçonaves que estão sendo desenvolvidas atualmente. Uma das últimas barreiras remanescentes à viagem espacial econômica, ou mesmo à colocação de uma espaçonave em órbita, ainda é o alto preço do lançamento dessas espaçonaves. Aos preços atuais, custaria US$ 12.500 somente para lançar um objeto tão leve quanto uma bola de basquete inflada (570g) ao espaço. Quanto mais pesada a espaçonave, mais combustível é necessário para tirar o veículo do solo.
A NASA e outras agências espaciais estão trabalhando na construção de uma nova família de espaçonave inflável feita com materiais leves. O surpreendente acerca dessas espaçonaves infláveis é que elas podem ser espremidas em pequenos compartimentos de somente uma pequena fração de seu tamanho real e então infladas assim que chegarem ao espaço, por meio de um sofisticado sistema de instalação que solta gás inerte para dilatar as paredes do material inflável.
A tecnologia de inflação no espaço existe desde os anos 60, mas desempenhava um papel menor na exploração espacial. Com a necessidade de cortar custos, os objetos inflados no espaço podem ser novamente usados para montar antenas de mais de 300 metros, hábitats espaciais ou velas solares, que não seriam praticáveis com materiais convencionais para espaçonaves. Neste artigo examinaremos dois tipos de objetos espaciais infláveis que estão sendo desenvolvidos e como eles podem preparar o caminho para viagens interestelares.