Os dentes das coroas podem ser retos, em espiral ou hipóides. Dentes retos de coroa acabam tendo o mesmo problema que na engrenagem de dentes retos: conforme cada dente se junta ao outro, ele causa impacto de uma só vez no dente correspondente.
![]() Foto cedida Emerson Power Transmission Corp. Figura 5. Coroas |
Assim como com as engrenagens de dentes retos, a solução para esse problema é curvar os dentes. Esses dentes em espiral se juntam da mesma maneira que os dentes helicoidais: o contato começa em uma extremidade da engrenagem e se espalha pela peça toda progressivamente.
![]() Figura 6. Coroas em espiral |
Em coroas retas e em espiral, os eixos devem ser perpendiculares um em relação ao outro, mas também é necessário que estejam no mesmo plano. Se você tivesse que estender os dois eixos através das engrenagens, eles acabariam se cruzando. A engrenagem hipóide, por outro lado, consegue juntar eixos em planos diferentes.
![]() Figure 7. Engrenagens hipóides no diferencial de um carro |
Essa característica é usada em muitos diferenciais de carros. Tanto a cremalheira do diferencial como o pinhão de entrada são hipóides. Isso permite que o pinhão de entrada seja montado em um plano inferior ao do eixo da cremalheira. A Figura 7 mostra o pinhão de entrada juntando-se à cremalheira do diferencial. E já que o eixo da transmissão do carro se conecta ao pinhão de entrada, ele também é reduzido. O que faz com que ele não entre tanto no compartimento de passageiros do carro, liberando mais espaço tanto para os passageiros como para a carga.
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