Prós e contras do LRAD


Foto cedida pela
American Technology Corp
A American Technology Corporation desenvolveu o LRAD após o ataque ao USS Cole em 2000. Sua finalidade original era ajudar a reforçar as zonas de segurança em volta dos navios militares dos Estados Unidos. Usando os ajustes padrão do LRAD, a tripulação de um navio pode alertar uma embarcação que está se aproximando de um navio militar e que tem de mudar seu curso. Esta mensagem pode chegar a 120 dB, portanto, é forte e clara e, geralmente, não é dolorosa. Mas, se a embarcação não mudar seu curso, a tripulação do navio pode ultrapassar os ajustes iniciais do LRAD. Então, ele pode passar a emitir um ruído bem alto, irritante e potencialmente doloroso de até 151 dB. Em condições ideais, a embarcação deve sair da área sem que o navio precise usar sua força mortífera.

A polícia e as unidades militares baseadas em terra, encontraram utilidade para o LRAD. Usando os mesmos princípios, as autoridades podem dar avisos e instruções que sejam audíveis a um grande número de pessoas distantes até 300 metros. A polícia e outros funcionários que não são militares também usam uma versão menor do LRAD, chamada de MRAD ou de LRAD500.

No entanto, grupos de direitos humanos e especialistas em audição estão preocupados com o uso do LRAD. De acordo com o Instituto Nacional sobre Surdez e Outros Distúrbios de Comunicação, qualquer som acima de 90 dB pode danificar a audição de uma pessoa. Portanto, o LRAD pode ameaçar a audição de qualquer pessoa em seu caminho, independentemente se houve um descuido, mesmo quando usado apenas para comunicação.

Como as armas de choque, gás lacrimogênio e munições menos letais, o LRAD pode ser usado no controle de multidões e outras situações como uma arma não letal. As armas não letais podem ser, de certa forma, controversas. Grupos de direitos humanos reforçam que mesmo sendo menos letais, elas ainda são armas e têm provocado mortes em algumas ocasiões. O LRAD, particularmente, tem atraído críticas uma vez que seus efeitos podem ser permanentes e os efeitos das armas não letais devem ser temporários.

Finalmente, as pessoas têm questionado sobre a eficácia do LRAD, uma vez que o uso de fones de ouvido protetores pode ser inútil.

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Outros usos do som
O som tem sua utilidade para muitas coisas, além de comunicação e música. Veja alguns exemplos:
  • O "Mosquito": os jovens podem escutar ruídos com tons mais altos do que as pessoas mais velhas. O mosquito tira vantagem disto, criando um som de alta intensidade para tirar o sossego dos jovens, deixando a maioria dos adultos sem nenhum incômodo.
  • Ultra-som: usado para fazer diagnósticos médicos, os emissores de ultra-som permitem que os médicos examinem os órgãos internos e fetos em desenvolvimento.
  • SONAR: as ondas sonoras rebatem nos objetos e o SONAR usa essa propriedade para navegação e localização de objetos embaixo d'água.
  • Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque (ESWL): este é um termo pomposo para o uso de ondas sonoras poderosas que destroem as pedras nos rins.
  • Chave de fenda sônica: na série britânica de televisão "Doctor Who", o médico usa uma chave de fenda que emite impulsos sônicos que fazem quase qualquer coisa.