Quando os cientistas estudam os dinossauros, eles fazem inferências, ou chegam a conclusões lógicas baseadas em evidências físicas e na maneira como outras formas de vida se comportam. Uma inferência é que os dinossauros se reproduziam sexualmente e punham ovos. Veja a seguir mais algumas.
É muito difícil relacionar um ovo a seu dono. Os pesquisadores precisam abrir muitos ovos para encontrar apenas um embrião. Além disso, grandes dinossauros mudavam bastante desde que saíam do ovo até se tornarem completamente adultos. Dessa maneira, mesmo um embrião perfeito não garante uma relação com quem pôs o ovo. Os paleontologistas também descobriram muito menos ovos diferentes do que as espécies de dinossauros, por isso, é possível, embora relativamente improvável, que alguns dinossauros deram à luz filhotes vivos.

Mas mesmo que uma espécie de ovo seja desconhecida, ela ainda pode fornecer informações sobre como os dinossauros viviam. Primeiro, como as aves e os répteis, os dinossauros construíam ninhos. Enquanto alguns ninhos fósseis são pilhas de ovos amontoados a esmo rodeados por solo e detritos, outros têm padrões organizados. Algumas escavações revelaram locais com várias camadas de ovos e ninhos. Em algumas espécies, os dinossauros tomavam conta de seus ninhos com cuidado e retornavam ao mesmo local da ninhada ano após ano.
Os próprios ninhos dão aos pesquisadores uma idéia de como os ovos se desenvolviam e chocavam. Alguns ninhos têm a forma de ninhos de aves e são mais altos do que o solo ao redor. Isso sugere que alguns dinossauros chocavam seus ovos exatamente como as aves fazem, repousando seus abdomens sobre os ovos. Embora possa parecer absurdo, pesquisadores encontraram esqueletos de dinossauros posicionados sobre os ovos. Mas nem todas as espécies faziam isso - outras enterravam e abandonavam seus ninhos ou, como os répteis, mantinham os ovos aquecidos cobrindo-os com a garganta ou com o tórax.
Por enquanto, tem sido difícil aos cientistas determinar se os dinossauros saíam dos ovos prontos para se defenderem sozinhos, como os répteis, ou se precisavam do cuidado dos pais, como as aves. Um estudo de seis anos de fósseis de um ovo de 80 milhões de anos, na Universidade de Leicester, determinou que pelo menos algumas espécies eram auto-suficientes quando saíam dos ovos [fonte: Science]. Mas embriões de outras espécies completamente desenvolvidos eram pequenos demais ou desajeitados para sobreviverem sem ajuda. Pesquisadores chegaram a encontrar esqueletos de um dinossauro adulto acompanhados dos esqueletos de seus filhotes [fonte: Trinity-Stevens].
Há também muito que se aprender sobre a reprodução dos dinossauros. Não se tem certeza se os dinossauros faziam rituais de acasalamento ou se competiam por parceiros. Entretanto, algumas espécies aparentemente são sexualmente dimórficas - têm qualidades diferentes entre os sexos. Por exemplo, em uma espécie ceratopsiana, os machos podiam ter um babado ósseo no pescoço que era diferente do babado das fêmeas.
No entanto, os dinossauros claramente tinham pouca dificuldade em se reproduzir - dominaram a paisagem por mais de 100 milhões de anos. Os humanos, por outro lado, existem a menos de um milhão de anos. Mas, apesar de seu predomínio, os dinossauros foram extintos há cerca de 60 milhões de anos. A seguir, veremos as teorias que explicam por que isso aconteceu.