O futuro do caminhão-robô Crusher

Em 2006, o exército norte-americano preparou aproximadamente 4.000 robôs de batalha para tarefa ativa. O exército usa esses robôs primeiramente para "farejar" bombas e limpar prédios e outras estruturas fechadas. O programa de Sistemas de Combate do Futuro do Exército americano (SCF) pretende gastar em torno de US$ 300 milhões em modernização expandindo os papéis dos robôs de campo de batalha. O SCF procura rôbos-mulas que possam carregar cargas para tropas em terrenos acidentados e veículos não-tripuláveis muito maiores para reconhecer áreas e patrulhar fronteiras, enviando informações cruciais de volta a tropas. Se estes enormes veículos autônomos pudessem também carregar enormes cargas em terrenos difíceis sem perder velocidade, isso seria um bônus adicional. O Crusher ou algo parecido seria ideal para os últimos papéis.

O caminhão-robô Crusher saindo de uma trincheira
Foto cedida pelo Centro Nacional de Engenharia Robótica Carnegie Mellon

Provavelmente, o Crusher não vai entrar em combate, em grande parte por ser um projeto de pesquisa que ficará em teste e experimentação até 2008. Nessa data, o CNER devolverá a tecnologia do Crusher para o DARPA,  para que seja aplicada em projetos relacionados, a maioria dos quais fará parte do Sistema de Combate do Futuro. O SCF está administrando programas de desenvolvimento como o Veículo de Reconhecimento Armado (VRA), que objetiva conceber um veículo pronto para batalha totalmente autônomo para missões de reconhecimento, e o Sistema de Navegação Autônoma (SNA), um programa que busca desenvolver habilidades de autonomia de plataforma comum para uma série ampla de robôs militares. O objetivo geral do SCF é a integração sem emendas dos veículos tripuláveis e não tripuláveis, no chão e no ar, em uma estrutura que possa ser administrada via um único sistema de controle.

Graças ao SCF, podemos ver veículos como o Crusher apoiando tropas em operações de batalha em 5 a 10 anos. Devem provavelmente começar com papéis de reconhecimento e depois fazem a transição para o combate, apoiando tropas e lutando em seu lugar. Mas a tecnologia top de linha de autonomia do Crusher não é especificamente militar. O CNER trabalha em projetos que utilizam os sistemas desenvolvidos para o Crusher em aplicações civis. Em uma década, poderíamos ver veículos autônomos realizando tarefas arriscadas em áreas como agricultura, escavação e construção transferindo o perigo dos homens para os rôbos.

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