![]() Foto cedida pelo Centro Nacional de Engenharia Robótica Carnegie Mellon Protótipos do Crusher |
O esqueleto do Crusher é feito de alumínio e titânio. Sua carcaça é uma estrutura de acomodação de alumínio (aberta e conectada por barras) com conectores de titânio ultra-resistentes juntando as barras para adicionar força extra em prováveis eventos de colisões com objetos grandes e duros. Logo abaixo da carcaça está uma chapa derrapante. Basicamente um "pára-choque" de aço suspenso que fica como uma primeira defesa, protegendo a carcaça de um contato inicial com as prováveis pedras, troncos de árvore e degraus.
![]() Foto cedida pelo Centro Nacional de Engenharia Robótica Carnegie Mellon |
Para superar obstáculos em terrenos hostis, o Crusher ostenta um sistema de seis rodas tracionadas, movido por uma instalação elétrica e diesel híbrida que permite uma operação quase silenciosa. Uma característica útil em trabalhos de reconhecimento de campo. Um motor de turbo-disel de 78 cavalos age como um gerador no sistema, produzindo uma força contínua de 58 kilowatts (kW) para carregar a bateria de 300 volts, 18.7 kW, lítio-íon. As baterias em linha ligam seis motores elétricos de 210 kW, cada um localizado em um dos seis cubos das rodas. Cada motor produz a força de 282 cavalos. Como a maioria dos sistemas híbridos elétricos, o caminhão-robô Crusher usa freios regenerativos para retornar alguma energia para as baterias toda vez que reduz a velocidade. Veja Como funcionam os carros híbridos, saiba mais sobre os freios regenerativos. O veículo pode funcionar com força silenciosa da bateria somente por 3 a 16 km, dependendo da velocidade e carga.
Já que cada roda possui força independente, se uma ou duas falham, o Crusher pode continuar funcionando. Precisa apenas de quatro das seis rodas para manter suas capacidades. E se ele se meter em encrenca, digamos, cercado pelos três lados por barreiras intransponíveis, pode usar sua habilidade de mudança de direção, um raio voltando ao zero, para rapidamente dar meia-volta sem a necessidade de espaço para manobra.
Para passar sob obstáculos baixos, enfrentar terrenos rochosos ou se esconder do inimigo, o Crusher têm uma altura ajustável de zero a 76 cm. Além do ajuste de altura, a suspensão do Crusher pode deslocar-se nos 76 cm para absorver choques e adequar a flexibilidade de acordo com as condições do terreno. Aqui temos uma visão detalhada do Spinner, de quem o Crusher é uma versão melhorada.
O caminhão-robô Crusher se caracteriza pelas melhorias no ajuste de altura, suspensão, capacidade de carga e peso |
A estrutura poderosa do Crusher, sua tração nas seis rodas e habilidades de suspensão capacitam-no a viajar à velocidade de 42 km/h, em terrenos acidentados, enfrentando obstáculos como trincheiras, pedras, degraus inclinados e barreiras verticais de mais 1,2 m, tudo sem perder o compasso.
A resistência, força e silêncio fazem do Crusher uma ferramenta de reconhecimento ideal, mas é essencialmente pleo seu sistema autônomo que o DARPA até agora desembolsou U$ 35 milhões. O CNER não liberou muitos detalhes sobre o sistema de IPN, mas diz que "esta tecnologia espalha habilidade de sensor por todo o veículo para ajudar a equilibrar sua percepção e também apoiar as áreas do veículo que podem ser menos aptas a monitorar o ambiente. O software de sensor vai também permitir ao Crusher aprender e aplicar informações prévias a novos obstáculos".
Realmente sabemos que o hardware de percepção consiste principalmente de unidades de VEDL (variação e detecção laser) e exibições de câmera. Uma unidade de VEDL envia um raio laser para escanear uma área e medir quanto tempo o raio leva para ser refletido de volta para a unidade de sensor laser. O Crusher tem oito dessas unidades, sendo que quatro para escanear o ambiente na horizontal e quatro na vertical. Usa seis pares de câmeras de audio e vídeo para percepção profunda e quatro câmeras coloridas para aplicar um pixel de cor a cada ponto de distância determinada pelo sensor VEDL.
![]() A nova versão do sistema de percepção do Crusher |
A maioria das recentes versões do Crusher apresenta um poste telescópico de 5,5 m para coletar dados de um ponto superior. Talvez o poste incorpore parte da recepção do VEDL e a câmera, como na figura abaixo ou pode simplesmente adicionar um jogo extra de sensores ao sistema.
![]() Foto cedida pelo Centro Nacional de Engenharia Robótica Carnegie Mellon |
Com todas as informações combinadas do VEDL e câmera, CPU de bordo cria uma imagem 3-D da paisagem em que o Crusher está viajando. A CPU é um Pentium 3, 700-MHZ que controla as atividades mecânicas do Crusher e administra o software de navegação que lida com o processo de dados do sensor. Uma unidade de medida fixa (UMF) detecta a altitude do Crusher, posição e direção do movimento usando uma combinação de acelerômetros (sensores de inclinação) e giróscopio, para que o Crusher esteja sempre alerta de seu próprio movimento e posição relativa no ambiente. O VTNT também tem um receptor GPS instalado e banco de dados administrado pelo GPS que inclui informações de terreno pré-programada.
Até agora, os experimentos em campo têm mostrado que o Crusher vai bem na sua jornada rumo a autonomia real. Em testes, o Crusher se moveu de um ponto do GPS a outro percorrendo mais de 1 km sem qualquer controle externo. Usando seus sistemas de percepção e navegação, ele pode reagir a obstáculos de improviso. Não precisa de um operador para dizer o que fazer quando atingir algo. Pode subir uma inclinação maior que 40º, escalando até 1º de 1,2 m e atravessar uma trincheira de 2 m usando sua própria capacidade de tomar decisões. A habilidade de cruzar uma trincheira é especialmente interessante: os pneus do Crasher são montados de tal modo que possam cair e dar apoio ao veículo enquanto cruza um buraco.
![]() Foto cedida pelo Centro Nacional de Engenharia Robótica Carnegie Mellon |
Especificações do caminhão-robô Crusher: