Introdução

O caminhão-robô Crusher fez sua estréia ao estilo de um verdadeiro caminhão-monstro: dois protótipos entraram em um prédio da Universidade de Carnegie Mellon sob muitos flashes e música alta. Um deles ficou parado enquanto outro rolou sobre pilha de carros e os esmagou. Crusher não é um caminhão normal: pode escalar uma parede vertical de 1,20 m enquanto carrega 3.630 kg de carga.

O caminhão-robô Crusher em ação
Foto cedida pelo Centro de Engenharia Nacional de Robótica Carnegie Mellon
O caminhão-robô Crasher, um veículo terrestre não-tripulável

O Crusher (também conhecido por Spinner 2.0) é um veículo terrestre não-tripulado (UGV) financiado pelo (DARPA)Departamento de Defesa dos Estados Unidos  (em inglês) e projetado pelo Centro Nacional de Engenharia Robótica (em inglês) de Carnegie Mellon (CNER). O foco do projeto Crusher, que se apóia sobre outro projeto de VNT da NREC, chamado Spinner é o mesmo de todas as pesquisas militares no mundo dos VTNTA hoje: mais autonomia, força e capacidade de percepção. O Exército Norte-Americano não iria querer outra coisa a não ser um tanque silencioso, não-tripulado que pudesse carregar cargas ilimitadas, se defender contra inimigos e atingir grande velocidade em terra, o que deixaria o Hummer de joelhos.

O caminhão-robô Crusher provavelmente nunca será produzido em massa, pois o custo seria alto demais, os projetistas nem chegam a citar números. Ele é projetado como um protótipo funcional para testar várias tecnologias da CNER que estão sendo desenvolvidas como parte de um programa chamado Integração de Perceptor de VTNT (IPN).

IPN significa Integração de PerceptOR (off-road) de Veículo de Combate Terrestre Não-tripulado, um projeto encabeçado pelo DARPA, para avaliar as capacidades de larga escala de veículos terrestres não-tripuláveis (VTNT), operando autonomamente em uma série ampla de complexo terreno off-road. O Crusher pesa 6.5 toneladas, aproximadamente 30% menos que Spinner e pode carregar mais carga. O que o CNER deixou de fora desta nova versão do Spinner é a habilidade de andar sem ficar de ponta cabeça. Entretanto, não comentou sobre o porquê desta função legal desaparecer, embora a lógica sugira que foi também para tornar outras melhorias possíveis ou cortar uma habilidade de alto custo que não seria crucial para os objetivos da IPN.

O que o caminhão-robô Crusher pode fazer?

  • É um veículo não-tripulável desenvolvido primordialmente para papéis de reconhecimento e apoio. A ausência de uma equipe humana permite novas abordagens para criar um veículo flexível e arrojado que pode carregar cargas imensas. Por exemplo, o Crusher pode destacar parte de sua estrutura de defesa para levar mais suprimentos.
  • Logo o Crusher será capaz de trafegar com autonomia em grandes terrenos repletos de trincheiras, barreiras de pedra e obstáculos feitos pelo homem.

O caminhão-robô Crusher cruzando uma trincheira
Foto cedida pelo Centro Nacional de Engenharia de Robótica Carnegie Mellon

  • O caminhão-robô Crusher pode ser movido só à bateria, permitindo operações quase silenciosas.
  • É capaz de carregar armas e tomar parte em combate na linha de fogo.
De acordo com a CNER, a tecnologia do caminhão-robô Crusher vai levar de 6 a 10 anos para  implementação. Enquanto robôs menores controlados por pessoas já fizeram algo no campo de batalha. Veja Como funcionam os robôs militares, grandes robôs não-tripuláveis como o Crusher ainda estão em laboratórios. A complexidade dos sistemas de controle e percepção necessários para um robô de larga escala em lidar com terrenos e condições desconhecidos estão ainda no estágio de pesquisa e desenvolvimento. Os sistemas de percepção e navegação do Crusher são protótipos. A intenção é que sejam plataformas de teste para aumentar gradativamente as abordagens inovadoras em veículos de combate terrestre que não necessitem do auxílio de pessoas para a realização de sua missão.

Nesta seção, vamos dar uma olhada em alguns desses sistemas. Uma vez que o Crusher é o primeiro e encabeça um projeto militar, detalhes completos não estão disponíveis para o público em geral, mas HSW deu um jeito de descobrir algumas informações interessantes.