![]() Foto cortesia de Alcor Life Extension Foundation Sala de operação na Alcor Life Extension Foundation |
Uma vez que você esteja na instalação de preservação criogênica, então tem início o "congelamento" real. As instalações de preservação criogênica não podem simplesmente colocar seus pacientes imersos em nitrogênio líquido, pois a água dentro de suas células congelaria. Quando a água congela, expande-se e isso faria com que as células simplesmente estourassem. A equipe de preservação criogênica deve, primeiramente, remover a água de suas células substituindo-a com uma mistura química à base de glicerina chamada de crioprotetor - um tipo de anticongelante. O objetivo é proteger os órgãos e tecidos da formação de cristais de gelo a temperaturas extremamente baixas. Este processo, chamado de vitrificação (resfriamento profundo sem congelamento), coloca as células em estado de animação suspensa.
![]() Foto cedida por Alcor Life Extension Foundation Cirurgião da Alcor executa os procedimentos iniciais para acessar o sistema vascular do paciente, preparando-o para o processo de vitrificação. |
![]() Foto cedida por Alcor Life Extension Foundation Um computador exibe parâmetros como temperatura, vazão e pressão durante o procedimento de vitrificação que dura cerca de quatro horas |
Uma vez que a água de seu corpo é substituída pelo crioprotetor, seu corpo é resfriado em uma cama de gelo seco até que atinge -130ºC, completando o processo de vitrificação. O próximo passo é colocar seu corpo em um recipiente individual que então é colocado em um grande tanque de metal com nitrogênio líquido a uma temperatura de aproximadamente - 196ºC. Seu corpo é armazenado de cabeça para baixo, de modo que se houver um vazamento no tanque, seu cérebro continuará imerso no fluído refrigerante.
A preservação criogênica é cara, podendo custar aproximadamente R$ 320 mil. Mas para os futuristas mais econômicos, R$ 105 mil poderiam preservar somente o cérebro para sempre – uma opção chamada de neurosuspensão. Com sorte, para todos que se preservarem desta maneira, o avanço tecnológico oferecerá uma maneira para clonar ou regenerar o resto do corpo.
![]() Foto cedida por Alcor Life Extension Foundation Após a vitrificação, os pacientes são colocados em recipientes individuais de alumínio |
![]() Foto cedida por Alcor Life Extension Foundation Cada recipiente de alumínio é colocado em um "casulo" imerso em nitrogênio líquido |
Se você optar pela suspensão criogênica, espere por companhia. Vários corpos e/ou cabeças são normalmente armazenados no mesmo tanque de nitrogênio.
![]() Foto cedida por Alcor Life Extension Foundation Recipiente projetado para conter até quatro corpos e seis cabeças de pacientes imersos em nitrogênio líquido a -196ºC. O nitrogênio líquido é adicionado periodicamente para substituir uma pequena quantidade que evapora. |