![]() Foto cortesia de Alcor Life Extension Foundation Sala de operações da Alcor Life Extension Foundation, onde se fazem estudos da preservação criogênica |
Para entender a tecnologia por trás da preservação criogênica, pense nas histórias que ouviu sobre pessoas que caíram em lagos congelados e que ficaram submersas por até uma hora na água gelada antes de serem resgatadas. Aquelas que sobreviveram o fizeram porque a água gelada colocou seus corpos em um tipo de animação suspensa, diminuindo seus metabolismos e funções cerebrais a um ponto em que quase não necessitavam de oxigênio.
A preservação criogênica é um pouco diferente. Antes de tudo, é ilegal fazer a suspensão criogênica em pessoas que ainda estão vivas. As pessoas que passam por este procedimentos devem antes ser consideradas legalmente mortas. Mas se estão mortas, como poderão reviver? De acordo com os cientistas que fazem a preservação criogênica, "legalmente morto" não é o mesmo que "totalmente morto". A morte total, dizem, é o ponto em que todas as funções cerebrais cessam como na morte cerebral. A morte legal ocorre quando o coração pára de bater, porém permanecem algumas funções das células cerebrais. A preservação criogênica preserva a função remanescente das células de modo que, teoricamente, a pessoa pode ser ressuscitada.