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John Fuller - traduzido por HowStuffWorks Brasil
A corrida nuclear: de 1980 até hoje
Com a eleição de Ronald Reagan como presidente, em 1980, os gastos militares se tornaram prioridade nos Estados Unidos. A retórica de guerra fria se intensificou bastante depois que Reagan se referiu à União Soviética como "império do mal". Em 1983, o presidente propôs um novo e extremamente dispendioso sistema espacial de defesa contra mísseis balísticos, a Iniciativa de Defesa Estratégica (SDI). Também conhecido como "Guerra nas Estrelas", o plano esperava estabelecer um complexo sistema de defesa antimísseis em terra e em satélites espaciais, com a finalidade de defender os EUA contra ataques nucleares realizados por via aérea.
Diana Walker/Time Life Pictures/Getty ImagesO presidente Ronald Reagan e partidários da SDI discutem o programa "Guerra nas Estrelas" na Sala do Gabinete na Casa BrancaO controverso programa terminou abandonado porque era complicado e dispendioso demais. Depois que os EUA investiram mais de US$ 80 bilhões, não havia praticamente avanço prático algum no plano "Guerra nas Estrelas" e muitos críticos insistiam em que o nome, oriundo da ficção científica, era perfeito para um sistema que talvez jamais entrasse em uso prático. A despeito disso, os norte-americanos continuavam muito à frente dos soviéticos em termos de tecnologia e Mikhail Gorbachev, líder soviético naquele momento, estava pressionando por paz e reestruturação.
As relações entre soviéticos e norte-americanos começaram a melhorar no fim dos anos 80, mas a economia soviética estava à beira do colapso. Em 9 de novembro de 1989, caiu o muro de Berlim, o que acabou unindo a Alemanha Ocidental e a Oriental. Por muito tempo, o muro foi um símbolo da tensão entre os soviéticos e os EUA, e a guerra fria terminou, de fato, dois anos mais tarde, quando a União Soviética deixou de existir.
Os anos 90 começaram com uma sensação de alívio e com o sentimento de que a ameaça de guerra nuclear estava se reduzindo. O Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START I) rapidamente voltou a ser discutido - o acordo havia sido proposto nos anos Reagan, mas divergências impediram que fosse ratificado. Os presidentes George Bush pai e Gorbachev assinaram o tratado que determinava que cada país teria que reduzir seu arsenal nuclear em 50%.
Jung Yeon-Je/AFP/Getty ImagesEx-soldado da Coréia do Sul, vestindo uniforme norte-coreano, segura cartaz com caricatura do líder Kim Jong-Il, da Coréia do Norte, em protesto contra os testes nucleares norte-coreanosAinda que os países tenham promovido alguns avanços rumo ao desarmamento depois da guerra fria, complicações continuaram a surgir nos anos 90 e no começo do século 21. Países como a China e a Índia continuam a testar armas nucleares esporadicamente, apesar de um movimento mundial contra esses testes. Ainda que existam sete países com arsenais nucleares reconhecidos - EUA, Rússia, Reino Unido, França, China, Índia e Paquistão - outras nações estão sob suspeita de manterem programas nucleares ou produzir armas atômicas. Israel, Irã, Coréia do Norte e Líbia aparentemente dispõem de conhecimento ou capacidade extensa de produção de armas nucleares, o que continua a gerar tensões políticas e incerteza internacional.
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