Contaminação microbiológica
Um outro aspecto não menos importante da contaminação biológica está relacionado com os
microorganismos. Este grupo de organismos microscópicos constituído principalmente de bactérias, protozoários e
vírus, assim como fungos e algas em geral unicelulares. Eles estão presentes no solo, na água, no ar e inclusive em outros organismos, exercendo as mais diversas funções como também causando os mais diversos problemas.
Várias técnicas buscam eliminar ou minimizar a quantidade ou os danos causados por estes organismos:
pasteurização, esterilização e anti-sepsia são comuns principalmente em industrias alimentícias e farmacêuticas, além das que são empregadas nas boas práticas da manipulação de alimentos e em centros de saúde.
Parece estranho pensar em um microorganismo como um organismo exótico, porém, para isso, devemos reduzir a escala e entender que do mesmo modo que uma planta ou um animal introduzido em um ambiente que não o seu, causando os problemas que possa causar, é bem semelhante a uma bactéria que está na mão de um garçom que venha a se instalar em um sanduíche, ou outra que originada de uma determinada parte do corpo invada outra, pois o que seria insignificante para nós, humanos, como uma dobra da pele, um punhado de terra ou uma gota d’água, para estes seres minúsculos é uma floresta, planeta ou até o verdadeiro universo.
A data de validade da grande maioria dos produtos, principalmente dos alimentos, indicam o tempo no qual o produto vai manter as suas características originais, mas também o prazo em que determinados microorganismos possam vir a deteriorar o produto. É muito comum encontrarmos pão embolorado ou leite azedo quando não bem acondicionados ou com a validade vencida. Isso se dá, pois em condições propícias os microorganismos se proliferam com grande rapidez, tanto os que já se encontram no alimento, como aqueles que venham entrar em contato, pelo ar, saliva, ou superfície de outros objetos. Um bom exemplo da presença de microorganismos em alimentos está no leite, para coalhá-lo o melhor é o tipo C, pois ele é mais rico em microorganismos que o tipo B e mais ainda que o A, essa classificação de tipos de leite se dá pelo número de microorganismos por ml. Uma das principais fontes de contaminação de alimentos, principalmente hortaliças, é a água, pois muitas vezes a água utilizada para a rega e lavagem está contaminada, podendo propagar inúmeras doenças bacterianas e parasitológicas.
Quando nos cortamos, por exemplo, surge uma entrada para os microorganismos que estavam na superfície da pele, assim como na do objeto ou no ar, e no interior do corpo encontram um lugar propício para se reproduzirem vertiginosamente, por isso em procedimentos cirúrgicos, há a necessidade de descontaminar todas as superfícies. Os micróbios que vivem sobre a pele não nos causam qualquer mal, porém, quando penetram no corpo tornam-se patogênicas, assim como as do nosso intestino quando entram em contato com outras regiões do corpo.
Ambientes fechados são um verdadeiro paraíso para a proliferação de microorganismos, especialmente os que são climatizados artificialmente, uma vez que estes aparelhos não proporcionam a troca de ar adequada para a saúde humana. Bactérias, ácaros e fungos se instalam nos filtros de ar condicionados liberando esporos e toxinas que podem causar várias doenças alérgicas, infecciosas e respiratórias. Um fungo,
Cryptococcus neoformans, bastante comum nestes aparelhos é originado das fezes de pombo, que invadem o ambiente e se instalam nos filtros liberando propágulos que podem levar a doenças. Outros agentes como
morcegos e ratos também colaboram com a contaminação microbiológica de aparelhos aclimatantes e conseqüentemente do ambiente.