![]() © istockphoto.com / Klaus Nilkens Os dentes do T. rex, que são serrilhados nas extremidades mais ou menos como uma faca de pão, podiam exceder os 30 cm de comprimento |
Os predadores, além de sua capacidade de capturar e matar presas, tendem a ter visão superior, e os paleontologistas acreditam que a vista do T. rex provavelmente estivesse bem adaptada à caça. Os olhos do tiranossauro tinham mais ou menos o tamanho de uma bola de beisebol, e a maioria dos paleontologistas acredita que isso teria dado ao animal uma vista aguçada. Além disso, o crânio do T. rex era estreito e seus olhos eram voltados para a frente. Consequentemente, o campo de visão dos olhos se sobreporia, e isso provavelmente ofereceria percepção de profundidade ao T. rex, uma característica valiosa para perseguir presas.
O T. rex provavelmente também era bom em farejar presas, porque tinha uma cavidade enorme para o bulbo olfativo, uma região na frente do cérebro que responde pelo senso de aroma. John Horner, em defesa da tese do tiranossauro carniceiro, alega que o T. rex usava esse faro apurado para localizar animais mortos. Mas outros pesquisadores argumentam que o faro teria igual importância em caçadas.
Em 1999, pesquisadores do Museu Field de Chicago perceberam com mais precisão a possível capacidade olfativa do T. rex. O museu enviou o crânio de Sue a um laboratório no condado de Ventura, Califórnia, operado pela fabricante de aviões Boeing. Os pesquisadores do laboratório criaram imagens de raios-X do crânio usando tomografia computadorizada. As imagens permitiram que os cientistas examinassem todo o crânio, seção após seção. Com essa vista aberta do interior do crânio, os pesquisadores foram capazes de perceber que o espaço para os nervos olfativos era muito maior que o previsto pelos paleontologistas.