Mandíbulas poderosas, olhos aguçados, olfato apurado

tiranossauro rex
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Os dentes do T. rex, que são serrilhados nas extremidades mais ou menos como uma faca de pão, podiam exceder os 30 cm de comprimento
De qualquer forma, a maioria dos pesquisadores concorda que o tamanho dos braços do T. rex era irrelevante para sua condição de predador. Sua velocidade, agilidade e poderosas mandíbulas teriam sido mais que suficientes para que ele capturasse e matasse presas. Em 1996, o paleontologista Gregory Erickson e seus colegas da Universidade da Califórnia em Berkeley criaram uma réplica hidráulica das mandíbulas do T. rex e testaram sua força em ossos de gado.Queriam determinar que força seria necessária para criar marcas de mordidas semelhantes às encontradas nos restos fósseis de um tricerátopo, um dinossauro herbívoro do período cretáceo. A equipe de Erickson determinou que a força da mordida de um T. rex teria sido de até 13,4 mil newtons. Tamanha força, aplicada pelos dentes fortes e serrilhados do animal, provavelmente tornaria sua mordida fatal.

Os predadores, além de sua capacidade de capturar e matar presas, tendem a ter visão superior, e os paleontologistas acreditam que a vista do T. rex provavelmente estivesse bem adaptada à caça. Os olhos do tiranossauro tinham mais ou menos o tamanho de uma bola de beisebol, e a maioria dos paleontologistas acredita que isso teria dado ao animal uma vista aguçada. Além disso, o crânio do T. rex era estreito e seus olhos eram voltados para a frente. Consequentemente, o campo de visão dos olhos se sobreporia, e isso provavelmente ofereceria percepção de profundidade ao T. rex, uma característica valiosa para perseguir presas.

O T. rex provavelmente também era bom em farejar presas, porque tinha uma cavidade enorme para o bulbo olfativo, uma região na frente do cérebro que responde pelo senso de aroma. John Horner, em defesa da tese do tiranossauro carniceiro, alega que o T. rex usava esse faro apurado para localizar animais mortos. Mas outros pesquisadores argumentam que o faro teria igual importância em caçadas.

Em 1999, pesquisadores do Museu Field de Chicago perceberam com mais precisão a possível capacidade olfativa do T. rex. O museu enviou o crânio de Sue a um laboratório no condado de Ventura, Califórnia, operado pela fabricante de aviões Boeing. Os pesquisadores do laboratório criaram imagens de raios-X do crânio usando tomografia computadorizada. As imagens permitiram que os cientistas examinassem todo o crânio, seção após seção. Com essa vista aberta do interior do crânio, os pesquisadores foram capazes de perceber que o espaço para os nervos olfativos era muito maior que o previsto pelos paleontologistas.