Criando uma imagem mais clara do T. rex

Alguns aspectos do tiranossauro não eram tão óbvios, porém. Por exemplo, os primeiros paleontologistas não estavam seguros de como o T. rex se movimentava. As primeiras reconstruções de esqueletos do T. rex  o mostravam caminhando ereto e com a cauda apoiada no chão. Da mesma forma, as imagens em livros e nos museus mostravam as criaturas como ferozes, mas corpulentas e não muito ágeis. Por volta dos anos 70, porém, os paleontologistas haviam determinado, com base na forma e posição da pélvis e ossos das pernas do T. rex, que ele se movia com o corpo paralelo ao solo. O animal mantinha sua longa cauda erguida para contrabalançar o peso de sua imensa cabeça.

Outras pistas quanto à forma pela qual o T. rex se movia vieram de estudos de ossos de pernas nas quais tendões afixavam músculos aos ossos. A dimensão das marcas sugere que os músculos das pernas eram bastante poderosos - nada parecido com os de uma criatura que se movia lentamente. Longe de ser lerdo, os paleontologistas concluíram que o T. rex era muito ágil. Constatações semelhantes sobre a anatomia de outras espécies de dinossauros levaram os pesquisadores a concluir que os dinossauros em geral fossem animais ativos.

Devido a essa nova interpretação, os paleontologistas começaram a repensar suas suposições sobre a fisiologia dos dinossauros. Eles presumiram por muito tempo que todos eles tivessem sangue frio, como os modernos répteis. A temperatura corporal de um animal de sangue frio acompanha a do ambiente, e seu nível de atividade acompanha a temperatura do corpo. Um lagarto, por exemplo, fica ativo quando o corpo está quente e letárgico quando ele esfria. Os animais de sangue quente, como os pássaros e mamíferos, mantêm temperaturas corporais relativamente constantes e, como os dinossauros, possuem anatomias que permitem vidas ativas.