Quando viveram os dinossauros

Os paleontologistas sabem hoje, por exemplo, que os dinossauros viveram pela maioria da era mesozóica (entre 248 milhões e 65 milhões de anos atrás), que os cientistas dividem em três períodos. Os dinossauros apareceram inicialmente cerca de 230 milhões de anos atrás, no período triássico (que se estendeu de 248 milhões a 213 milhões de anos atrás). Os maiores dinossauros que existiram, como o herbívoro braquiossauro, viveram no período jurássico (de 213 milhões a 145 milhões de anos atrás). O T. rex não apareceu antes da parte final do período cretáceo (de 145 milhões a 68 milhões de anos atrás), e era o maior dos membros de uma família de dinossauros carnívoros conhecida como tiranossaurídeos. O T. rex e seus parentes morreram junto com os demais dinossauros que existiram no planeta.

Os palentologistas e geólogos também aprenderam que o mundo no qual o T. rex vivia era muito diferente do atual. Ao longo da maior parte do cretáceo, uma longa via marítima que se estendia do Ártico ao Golfo do México dividia o continente da América do Norte. A largura desse mar variava com as alterações no nível mundial da água marinha. Durante o reinado do tiranossauro, o mar se estendia a oeste até os limites ocidentais do atual Dakota do Sul, e a leste ele se estendia até o atual Wisconsin.  A região na qual o T. rex vivia, ao longo da costa oeste deste mar, era luxuriante e florestal, com pinheiros, acácias, bordos e plantas florescentes. E os dinossauros não eram os únicos moradores da região. As comunidades ribeirinhas e fluviais incluíam ampla variedade de peixes, anfíbios, lagartos, crocodilos e cobras. Pequenos mamíferos herbívoros compartilhavam da floresta com os dinossauros.

Ao longo de décadas de escavações, os paleontologistas aprenderam muito sobre as características do T. rex. Por volta de 2000, os pesquisadores haviam descoberto restos de cerca de 40 tiranossauros, que variavam de espécimes juvenis a adultos. Cerca de 20 dos espécimes estavam bastante completos, e o maior deles excedia os 12 metros de comprimento. Como resultado dessas descobertas, o T. rex se tornou uma das espécies de dinossauros mais bem documentadas e conhecidas.

Boa parte de nosso conhecimento sobre tiranossauros deriva do estudo de seus crânios, que tem até 1,5 metro de comprimento. As mandíbulas inferior e superior do T. rex ainda contêm os dentes grandes e pontiagudos que faziam dele um matador tão poderoso. Os dentes do T. rex, que são serrilhados nas extremidades mais ou menos como uma faca de pão, podiam exceder os 30 centímetros de comprimento. Mais de metade desse comprimento consistia das raízes, ancoradas a uma mandíbula maciça, o que dava grande força aos dentes. As características tornaram claro para os paleontologistas já desde o primeiro exame que o T. rex havia sido um dinossauro formidável.