Assim como a busca por insetos e a quebra de nozes, a catação entre os chimpanzés, ato de tirar insetos, sujeiras e qualquer outra coisa dos pelos um do outro, varia de grupo para grupo. Em meados da década de 90, Christophe Boesch, um antropólogo do Instituto de Antropologia Evolutiva Max Planck, na Alemanha, relatou que os chimpanzés de Gombe tinham começado a usar folhas para matar os pequenos parasitas que tiravam da pele. Ele verificou que esses animais começaram a fazer isso ou porque as folhas ajudavam a matar os parasitas de casca dura ou porque eles não gostavam de sujar as mãos. Em qualquer caso, o comportamento surgiu entre alguns chimpanzés e, depois, espalhou-se para o resto do bando.
Em contraste com os chimpanzés de Gombe, os de Tai retiram os parasitas e os colocam no antebraço, esmagam-nos com a mão e depois os comem. Como acontece com a captura de insetos, esses dois métodos de catação entre grupos isolados são soluções diferentes para o mesmo problema, indicando que os membros do grupo adquirem um método específico através de processos de aprendizagem social.