Não há uma lei federal proibindo a clonagem nos Estados Unidos, mas vários estados aprovaram suas próprias leis para banir a prática. A U.S. Food and Drug Administration (FDA- Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA) (em inglês) também diz que qualquer pessoa nos Estados Unidos que queira tentar a clonagem humana precisa primeiro obter permissão. No Japão, a clonagem humana é um crime que pode ser punido com até 10 anos de prisão. A Inglaterra permitiu a clonagem de embriões humanos, mas está trabalhando para aprovar uma legislação para interromper a clonagem humana total.
Apesar das leis serem um dos empecilhos para se prosseguir com a clonagem humana no momento, alguns cientistas acreditam que a tecnologia não está pronta para ser testada em humanos. Ian Wilmut, um dos co-criadores da Dolly, disse até que os projetos de clonagem humana podem ser irresponsáveis do ponto de vista criminal. A tecnologia de clonagem está ainda nos seus estágios iniciais e quase 98% das tentativas terminam em fracasso, ou os embriões são inadequados para implantação no útero ou morrem em algum momento durante a gestação ou logo após o nascimento.
Os clones que sobrevivem sofrem de anormalidades genéticas. Alguns clones nascem com corações defeituosos, problemas nos pulmões, diabetes, problemas nos vasos sangüíneos e mau funcionamento do sistema imunológico. Um dos casos mais famosos foi uma ovelha clonada que nasceu mas sofria de hiperventilação crônica causada pelas artérias malformadas que iam para os pulmões.
Os oponentes da clonagem salientam que é possível usar a eutanásia nos clones defeituosos de outros animais, mas isso será muito mais problemático do ponto de vista moral se ocorrer durante o processo de clonagem humana. Os defensores da clonagem respondem que agora é mais fácil tirar os embriões defeituosos antes que sejam implantados na mãe. O debate sobre a clonagem humana está apenas começando, mas à medida que a ciência avança, pode se tornar o maior dilema ético do século XXI.