Céus tempestuosos

A troposfera está em constante movimento. Massas de ar correm pelos oceanos e continentes, e grandes rios de vento elevado correm pelos céus. A atmosfera é como um campo de batalha, ocupado por inúmeros exércitos em manobra. Quando essas forças colidem, a atmosfera dá origem à beleza terrível das tempestades.

Muitas vezes essas tempestades são classificadas como tempestades severas. Poucas outras ocorrências naturais demonstram o poder bruto e descontrolado da natureza da mesma forma que esses poderosos fenômenos atmosféricos.

Céu tempestuoso
© istockphoto.com / Jo-Hanna Wienert
Céu tempestuoso
 

Tempestades de relâmpagos se formam como muitas outras nuvens (em inglês), quando uma massa de ar quente e úmido ascende e se resfria, fazendo com que vapor de água se condense nas nuvens. No entanto, se o vento vertical continua, a massa de nuvens cresce ainda mais e atinge altitude de 12 mil metros ou mais na troposfera. Grandes gotas de chuva ou cristais de gelo se formam nesse vento vertical; quando crescem demais, mergulham, arrastando o ar com eles. isso cria um vento na direção contrária, apontando para baixo.

Os estrondos e explosões ouvidos em um temporal também são causados pela pressão atmosférica e pela temperatura. Normalmente um relâmpago aquece o ar em espantosos 30 mil graus. Isso faz com que as moléculas do ar se expandam tão rápido que ele forma uma onda de choque poderosa o bastante para superar a barreira do som.

Os cientistas têm mais de uma teoria para explicar como se formam os relâmpagos. A mais popular delas, porém, é que a queda da chuva e gelo transferem uma carga positiva a partículas de nuvens cada vez mais frias. Isso cria uma poderosa carga elétrica nas porções superiores da nuvem, uma carga negativa no centro e uma carga ligeiramente positiva nas regiões mais baixas. O solo também tem carga positiva. Toda essa eletricidade acumulada precisa ir para algum lugar, e, caso se acumule o bastante, pode saltar pelo ar que usualmente não conduz eletricidade e atingir áreas dotadas de carga positiva dentro da nuvem, em outras nuvens ou no chão. Para uma explicação completa do processo, leia  Como funcionam os relâmpagos.

Com seus ventos poderosos e seus relâmpagos potencialmente letais, muitas tempestades de relâmpagos podem apresentar sérios riscos. Mas ocasionalmente elas se transformam em algo ainda mais destrutivo: um tornado. Essas tempestades são feitas de um poderoso vórtice único ou de múltiplos vórtices de sucção girando em torno do centro de um tornado.

Os tornados ocorrem em menos de 1% das tempestades de relâmpagos, e os cientistas ainda não estão certos quanto ao que os deflagra. O componente principal, porém, parece ser o poderoso vento vertical associado a um temporal. Os cientistas estimam que as pressões no interior do vórtice do tornado possam ser até 10% mais baixas do que a pressão do ar circundante. O processo funciona como no caso de um vento vertical típico (como no exemplo da cidade), mas em modo muito mais extremo. Para aprender mais sobre as atividades dos tornados, leia Como funcionam os tornados.

Por fim, temos os furacões. Também conhecidos como tufões ou ciclones, essas tempestades são zonas de baixas pressão que se originam nos trópicos devido ao efeito Coriolis, ganhando velocidade e crescendo de maneira enorme. A área de baixa pressão suga as torrentes em espiral de ventos de superfície, que ascendem aos céus em coluna. Um vento vertical quente e descendente ocupa o centro oco dessa coluna. A área de relativa calma no centro é conhecida como o olho do furacão. Essas imensas tempestades apresentam ventos com velocidade superior a 120 km/h e diâmetro médio de 600 km. Para aprender muito mais sobre essas poderosas tempestades, leia Como funcionam os furacões.

O clima afeta nossas vidas cotidianas. Podemos senti-lo na pele e perceber seu movimento no ar sobre nossas casas. Mas é produto de um imenso sistema atmosférico - 5 quatrilhões de toneladas de gases aquecidas e alimentadas por uma estrela em combustão.

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