Evolução da atmosfera

Se recuarmos 4,6 bilhões de anos, não encontraremos a Terra. Haveria moléculas e partículas que lentamente formavam uma massa gasosa no interior de uma nebulosa. Com o tempo, esses gases terminaram por se condensar em formas sólidas e líquidas. Parte deles se resfriou e formou os continentes e oceanos, mas o centro da Terra ainda queima em temperatura muito elevada. A atmosfera repousa sobre a superfície dessa esfera.


Earth's atmosphere
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Nosso planeta é pouco mais que uma bola gigantesca de sólidos, líquidos e gases. Caso você pense na Terra como uma cebola, a atmosfera seria apenas a camada externa. Os cientistas chegam a considerá-la como parte da crosta terrestre.


Os cientistas acreditam que a atmosfera original da Terra tenha escapado do interior do planeta, onde se formou ao calor do processo de decaimento  radiativo. Pelos padrões atuais, era um ar completamente irrespirável, rico em metano, amônia, vapor de água e neon. Não havia qualquer oxigênio livre (O2). Seria de imaginar que esse cenário teve de mudar antes que organismos pudessem começar a evoluir no planeta, mas na verdade foi a firme evolução de organismos unicelulares que produziam oxigênio que resultou em mudança na composição da atmosfera. Ao longo de centenas de milhões de anos, ela evoluiu para o ar que hoje enche os nossos pulmões.

Atualmente, a atmosfera é composta por 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio, 0,9% de argônio e 0,03% de dióxido de carbono. Os 0,07% restantes consistem de vapor de água, hidrogênio, ozônio, neon, hélio, criptônio e xenônio [fonte: Vogt]. Será essa a receita final da atmosfera terrestre? Provavelmente não, se considerarmos que o processo de evolução que a criou ainda continua. E temos outro agente de mudança a considerar: os seres humanos.

O que é o clima de longo prazo?

Se o clima de curto prazo é aquilo que a atmosfera faz, o de longo prazo se refere às tendências quanto ao que ela fará. O termo se refere às condições climáticas médias de uma área específica em período de alguns anos. Dada a brevidade de um ano em termos geológicos, climas de longo prazo estão longe de permanentes. Mudaram no passado e continuarão a mudar no futuro.


Embora haja quem date a influência humana sobre o clima mundial da Revolução Industrial do século 19, outros estudiosos consideram que ela começou com a Revolução Agrícola, milhares de anos atrás. Cientistas ambientais, como William Ruddiman, argumentam que a concentração de dióxido de carbono começou a crescer oito mil anos atrás devido às primeiras práticas agrícolas na Ásia (em inglês), Índia e Europa (em inglês), que usavam queimadas para limpar terras para cultivo. Para aprender mais sobre o papel da humanidade nas alterações climáticas, leia Como funciona o aquecimento global.

Assim,  descobrimos como a atmosfera se desenvolveu e de que ela é feita, mas continuamos a contemplar a Terra de fora. Na próxima página, observaremos mais de perto e estudaremos as grandes propriedades físicas que determinam seu funcionamento.