O nitrogênio e a indústria

A necessidade da obtenção em grande escala de compostos nitrogenados que pudessem suprir a demanda de fertilizantes e também as necessidades das indústrias bélicas e farmacêuticas levou a desenvolver o que é chamado de fixação industrial do nitrogênio.

 Sabia-se que a destilação do carvão mineral gerava como subproduto a amônia, porém esse processo fornece uma quantidade irrelevante diante da demanda. Várias alternativas de obtenção foram experimentadas durante o século 19 e início do século 20, porém todas se mostraram ineficientes e geralmente custosas. A Europa deste período encontrava-se sobre forte tensão política, e possuir uma fonte de compostos de nitrogênio que não dependesse da importação das minas de salitre do Chile era vital para garantir a produtividade na restrita área agrícola e também para assegurar as necessidades bélicas.

Fritz Haber, um químico alemão, no início do século 20 conseguiu sintetizar amônia submetendo o ar a temperaturas e pressões apropriadas. Surgiu, então, um método viável o qual com o apoio do de Carl Bosch, responsável técnico da indústria Badische Anilin und Sodafabrik, conseguiram a produção em escala industrial. Esse método de síntese de amônia passou a ser conhecido como processo Haber-Bosch e é amplamente utilizado, como pequenas adaptações, até os dias de hoje.