Como funciona o chester

Autor: 
Alexandre Indriunas
Especial Natal

No início dos anos 80, surgiu no mercado uma nova opção para a ceia de Natal, uma ave com muito mais carnes nobres (peito e coxas). Registrado coma marca de Chester ®, a Perdigão disponibilizou, então, uma alternativa ao peru. Não demorou muito a Sadia lançou um produto com as mesmas características, o Fiesta. O Chester ® surgiu através de melhoramentos genéticos feitos no Brasil a partir de matrizes escocesas. O Fiesta também veio da Escócia. Hoje, ambos fazem parte das festas de fim de ano.

 Chester e Fiesta

Imagens cedidas pela Perdigão e Sadia

chester

Tanto o Fiesta como o Chester ® são aves, muito semelhantes ao frango, originados de cruzamentos de linhagens especiais com o objetivo de obter um produto que possui teores maiores de proteína e menores de gordura, além de concentrar 70% de sua carne no peito e coxas, em média o frango comum possui 45% nestas partes. O melhoramento genético possibilita que a partir de matrizes reprodutoras se obtenha um produto com características desejadas, é isso que estas aves são: ricas em carnes nobres e com peso ideal para o perfil dos consumidores brasileiros.


Vamos comparar alguns dados sobre o Chester ® , o Fiesta e um frango comum:

Informações nutricionais

( valores aproximados para 100g do produto)
Frango comum Chester Fiesta
Valor calórico (kcal) 200 166 170
Carboidratos (g) 0 1 0
Proteínas (g) 17 17 16
Gorduras totais (g) 15 11 12

De modo geral os valores nutricionais do frango comum são maiores, possui mais gordura, oferece mais calorias, enquanto o Chester ® e o Fiesta são menos calóricos e com menos teor de gordura, e, embora os três apresentem teores de proteína muito semelhantes. A diferença entre eles está no fato de que, nos dois frangos especiais, eles não estão dispersos como no comum, mas concentrados no peito e na coxa, bem ao gosto do freguês!

E o freguês é exigente. Sabendo disso a Sadia oferece além do Fiesta inteiro, peito de Fiesta recheado com lingüiça e tender Fiesta, porém a Perdigão criou uma linha de mais de 20 produtos derivado de Chester®: embutidos, pizzas, lasanhas, almôndegas, além de variações de partes, como peito defumado ou cozido.

Não é por acaso que as empresas apostam na produção de uma variada gama de produtos a base de frango, principalmente os ditos de conveniência, pois este é um dos motivos que o levam ao segundo lugar do tipo de carne mais consumida no mundo, atrás somente da suína. Outros aspectos que favorecem o bom desempenho são seu preço relativamente baixo. Um quilo de peito de frango custava em dezembro de 2007 cerca de R$ 10. Além disso, o frango tem uma imagem de produto saudável e com boa aceitação pela maioria das culturas e religiões. Já o preço do Chester ® e do Fiesta se aproxima do Peru, entre R$ 7 e R$ 10 o quilo do animal inteiro em dezembro de 2007.

A produção de frango tem acompanhado esse aumento de consumo, para se ter uma idéia, na década de 30, o tempo médio de abate de um frango era de 105 dias e seu peso médio, 1,50 kg. Nos anos 70, passou a 56 dias e 1,70 kg e, nos anos 90, 45 dias e 2,25kg. O aumento da produção e do consumo de frango se devem as melhorias da sanidade, da nutrição e da evolução das técnicas genéticas, sendo o Chester ® e o Fiesta exemplos disso.

Na próxima página, entenda o melhoramento genético em animais e veja a foto de um Chester ® vivo.