Se cientistas podem aprender como dirigir células-tronco para se diferenciarem em tipos de células ou tecidos, eles podem usá-las para dois importantes fins médicos.
![]() Foto cedida por Universidade de Wisconsin, Board of Regents Placa de cultura contendo células-tronco humanas embrionárias vistas por microscópio e estudadas no laboratório de desenvolvimento do biólogo James Thomson, na Universidade de Wisconsin, em Madison |
Primeiro, células-tronco pluripotentes podem ser usadas para testar novos medicamentos para segurança e efeito. Uma medicação poderia ser testada num tipo específico de célula para medir sua resposta mais rapidamente que qualquer teste clínico. Por exemplo, cientistas podem usar uma célula-tronco linha de câncer para investigar uma nova droga antitumor para o crescimento do câncer.
Células-tronco podem também ser usadas para reparar células ou tecidos danificados por doença ou ferimento. Este tipo de tratamento é conhecido como terapia baseada em células. Uma aplicação potencial é injetar células-tronco embrionárias no coração para reparar células que foram danificadas por um ataque cardíaco. Em um estudo da Clínica Mayo (em inglês), pesquisadores induziram ataques cardíacos em ratos e então injetaram células-tronco embrionárias de roedor nos corações danificados. Eventualmente, as células-tronco regeneraram os tecidos musculares danificados, melhorando a função cardíaca do rato.
As células-tronco podem também um dia virem a ser usadas para reparar células cerebrais em pacientes com doença de Parkinson. Os pacientes com Parkinson têm falta das células que produzem transmissores químicos chamados de dopamina (em inglês). Sem dopamina, seus movimentos se tornam trêmulos e descoordenados e eles sofrem tremores incontroláveis. Em estudos, os pesquisadores injetaram células-tronco embrionárias de roedor no cérebro de ratos com doença de Parkinson. As células-tronco geraram células nervosas produtoras de dopamina, melhorando a condição do rato. Os cientistas esperam que um dia possam replicar seu sucesso em pacientes humanos.
Eventualmente, os cientistas podem até desenvolver órgãos inteiros em laboratório para substituir os que foram danificados por doenças. A idéia é esta: eles criariam um tipo de suporte de polímero biodegradável para moldar o órgão para depois disseminá-lo com outras células-tronco embrionárias ou adultas. Os fatores específicos de crescimento ao órgão seriam adicionados para guiar seu desenvolvimento. O suporte coberto de tecido seria então implantado no paciente. Como o tecido teria crescido de células-tronco, o suporte se degradaria, deixando uma completa orelha, fígado ou outro órgão.
Algumas das doenças que podem um dia ser tratadas com terapia baseada em células são:
A ex-primeira-dama, Nancy Reagan, também se tornou uma defensora das pesquisas de células-tronco quando seu marido, o ex-presidente Ronald Reagan, foi surpreendido com Alzheimer, outra doença degenerativa do cérebro. Ele morreu de Alzheimer em 2004. O ator Christopher Reeve, famoso por sua atuação como super-homem no cinema, também foi defensor atuante das pesquisas com células-tronco. Em 1995, Reeve ficou tetraplégico após sofrer uma queda de cavalo. Um ano depois, criou a Christopher Reeve Foundation, que apoiava e incentivava pesquisas para curar problemas na coluna, especialmente paralisias provocadas por quedas e acidentes. Reeves participava de todos os debates sobre o uso terapêutico de células-tronco embrionárias humanas. Era defensor ferrenho. Em declaração pública, Reeves e sua mulher, Dana, usam três pontos para defender as pesquisas com células-tronco embrionárias:
Reeves morreu em outubro de 2004. Dois anos depois, o presidente republicano George W.Bush proibiu o uso de verbas federais em pesquisas com células-tronco embrionárias humanas. |