Com andam as pesquisas das células-tronco

Idealmente, os cientistas gostariam de poder desenvolver um tipo particular de célula em laboratório e então injetá-la no paciente, onde ela poderia substituir um tecido doente. Mas células-tronco ainda não estão sendo usadas para tratar doenças porque os cientistas ainda não aprenderam como dirigir uma célula-tronco para diferenciar em um tecido específico ou tipo de célula (cérebro x fígado, por exemplo) e a controlar esta diferenciação, uma vez que as células são injetadas numa pessoa.


Os cientistas ainda não atingiram o estágio onde eles podem obter células-tronco para diferenciar com confiança

Pegue o exemplo da diabetes. Para tratar diabéticos, os cientistas devem não apenas criar as células produtoras de insulina, mas devem ser capazes de regular como estas células produzem insulina uma vez que estejam no corpo.

Na natureza, células-tronco são diferenciadas por filas internas e externas. As filas internas são genes dentro de cada célula, que são como uma série de instruções que ditam como ela deve funcionar. As filas externas são liberadas quimicamente por outras células ou pelo contato com outras células - qualquer das duas pode mudar a maneira como a célula funciona.

Os cientistas sabem que ativar e desativar genes é crucial ao processo de diferenciação, então eles têm experimentado inserir certos genes em placas de cultura e usar esses genes para tentar fundir células-tronco para diferenciar em tipos específicos de células. Mas algum sinal é necessário para despertar as células-tronco a se diferenciarem. Os cientistas ainda estão procurando por esse sinal.


Foto cedida por Universidade de Wisconsin, Board of Regents
Sucesso na diferenciação: derivadas das células-tronco humanas embrionárias, células precursoras neurais crescem e geram neurônios maduros (vermelho) e células gliais (verde), no laboratório da Universidade de Wisconsin ,em Madison


Foto cedida por Universidade de Wisconsin, Board of Regents
Após transplante no cérebro de ratos jovens, as células precursoras neurais dão crescimento a neurônios funcionais (vermelho em A) e astrócitos (vermelho em B), uma célula em formato de estrela do cérebro e coluna vertebral

E há outros obstáculos no caminho das células-tronco. Um é o problema da rejeição. Se um paciente é injetado com células-tronco retiradas de um embrião doado, seu sistema imunológico pode ver estas células como invasores estranhos e lançar ataques contra elas. Usar células-tronco adultas pode superar este problema de alguma forma, já que células-tronco retiradas do paciente não poderiam ser rejeitadas por seu sistema imunológico. Mas células-tronco adultas são menos flexíveis que as células-tronco embrionárias e mais difíceis de manipular em laboratório.