Células-tronco para pesquisa

No começo dos anos 80, cientistas aprenderam como extrair células-tronco embrionárias de um rato e as desenvolveram em laboratório. Em 1998, eles reproduziram as primeiras células-tronco humanas embrionárias em laboratório.


Foto cedida por Universidade de Wisconsin, Board of Regents
Placa de cultura contendo células-tronco humanas embrionárias sendo armazenada em local com controle de temperatura e estudada no laboratório de desenvolvimento do biólogo James Thomson na Universidade de Wisconsin, em Madison

Onde os pesquisadores conseguem embriões humanos? Embriões podem ser feitos ou via reprodução - fundindo esperma e óvulo - ou por clonagem. Há pouca probabilidade de que os pesquisadores criem um embrião com esperma e óvulo, mas muitos usam embriões fertilizados de clínicas de fertilidade. Às vezes, os casais que estão tentando ter bebês criam vários embriões fertilizados e não os implantam. Eles podem doar os que sobraram à ciência.

Outra maneira de criar embriões é por uma técnica chamada clonagem terapêutica. Esta técnica funde uma célula (de um paciente que precisa de terapia com células-tronco) com um óvulo doador. O núcleo é removido do ovo e substituído pelo núcleo da célula do paciente (veja Como funciona a clonagem para detalhes sobre este processo). Este ovo é estimulado a se dividir química ou eletricamente e o embrião resultante carrega o material genético do paciente, o que reduz significativamente os riscos de que seu corpo rejeite as células-tronco uma vez implantadas.


Ambos os métodos - usando embriões existentes fertilizados e criando novos embriões especificamente para propósitos de pesquisas - são controversos. Mas antes de entrarmos nisso, vamos descobrir como os cientistas conseguem células-tronco para copiar num ambiente laboratorial para estudá-los.