Vídeo-capacetes

Mas é claro que fazer o observador ficar atrás de um combinador parado não é lá muito prático - nenhum sistema de realidade aumentada seria muito útil se o usuário tivesse que ficar em um ponto fixo. É por isto que a maioria dos sistemas requer que o usuário carregue o computador consigo em uma mochila ou preso à cintura. É também por esta razão que a maioria dos sistemas usa o vídeo-capacete, ou HMD (do inglês head-mounted display), que reúne o combinador e a parte ótica em um dispositivo que pode ser ajustado sobre o corpo.

Há dois tipos de HMDs: displays transparentes óticos e displays transparentes de vídeo. Os displays transparentes óticos parecem óculos hi-tech, como os óculos que o Ciclope (em inglês) usa nos quadrinhos e nos filmes dos X-Men. Estes óculos fornecem um display e a parte ótica para cada olho, então o usuário vê a realidade aumentada em estéreo. Os displays transparentes de vídeo, por outro lado, usam tecnologia de mixagem de vídeo para combinar a imagem de uma câmera presa à cabeça do usuário com gráficos gerados por computador.


Foto: cortesia do Laboratório de Computação Gráfica e Interfaces de Usuário da Universidade de Columbia
Display transparente de vídeo

Nesta montagem, o vídeo do mundo real é misturado com gráficos sintetizados e então exibido em um display de cristal líquido. A grande vantagem deste sistema é que objetos virtuais podem obscurecer totalmente objetos do mundo real e vice-versa.

Os cientistas que desenvolveram a tecnologia da camuflagem ótica estão atualmente aperfeiçoando uma variação do display transparente de vídeo que reúne todos os componentes necessários para fazer a capa da invisibilidade funcionar.


Foto: cortesia do Laboratório Tachi, Universidade de Tóquio
Protótipo de capacete-projetor

Eles chamam seu aparato de capacete-projetor (HMP, do inglês head-mounted projector) porque a unidade de projeção é parte integrante do capacete. Dois projetores, um para cada olho, são necessários para produzir um efeito estereoscópico.