Introdução

Há muito tempo, a pólvora é o propulsor preferido na hora de lançar um projétil com uma arma. Porém, esse fino pó acinzentado tem três grandes limitações:

 

  • a pólvora deve ser transportada junto com o projétil, o que deixa o conjunto todo mais pesado;
  • as munições que utilizam pólvora são muito voláteis e difíceis de manusear e transportar;
  • a velocidade dos projéteis impulsionados por pólvora ao saírem da arma costuma ser limitada a cerca de 1.219 metros por segundo.


Foto cedida por Sam Barros, da PowerLabs

Mas dá para superar essas limitações? Uma solução é a railgun eletromagnética ou apenas railgun. Por meio do uso de um campo magnético alimentado por eletricidade, uma railgun pode acelerar um projétil a uma velocidade de até 16 mil metros por segundo, e, enquanto o alcance máximo das armas usadas pela Marinha é de aproximadamente 19 km, as railguns conseguem atingir um alvo a 400 km de distância em seis minutos.

Neste artigo, falaremos sobre como funcionam as railguns, como elas podem ser usadas e quais são as limitações desse tipo de tecnologia.

Agradecimento
Agradecemos a Sam Barros, do PowerLabs (site em inglês), por sua colaboração na elaboração deste artigo. Sam, um aluno de Engenharia Mecânica no Michigan Technological University, já projetou e construiu suas próprias railguns, canhões de Gauss e muitos outros dispositivos.