![]() Foto cedida Exército norte-americano Camuflagem de armas dos fuzileiros navais |
Para despistar essa tecnologia, o exército precisa pensar além da ocultação visual. Em uma guerra moderna, a camuflagem de equipamento e soldados é feita com um material que impede a propagação do calor. Dessa maneira, a "assinatura" térmica não aparece na termografia. Nos navios, a maior fonte de calor é o motor. Para reduzir a emissão de calor, alguns navios modernos esfriam o motor com água do mar. Alguns tanques de guerra também têm um sistema de resfriamento para mascarar o calor que é gerado.
Para combater a visão noturna (a amplificação de pequenas quantidades de luz, inclusive luz infravermelha de baixa freqüência), alguns exércitos utilizam sofisticadas cortinas de fumaça. Uma grossa camada de fumaça bloqueia a luz, criando um tipo de invisibilidade para tudo o que estiver atrás da cortina de fumaça. Alguns relatórios informam que os Estados Unidos estão trabalhando em uma cortina de fumaça que impede a visão noturna, mas permite o funcionamento eficaz de visores termais norte-americanos. A empresa britânica construtora de navios Vosper Thorneycroft (em inglês) desenvolveu um sistema que utiliza uma série de esguichos d'água para produzir uma neblina constante em volta do navio e torná-lo oculto.
![]() Foto cedida Exército norte-americano Pilotos da Força Aérea norte-americana ocultam abrigo na Guerra do Golfo. O uniforme dos pilotos, assim como a rede de camuflagem, mistura-se ao ambiente do deserto. |
A tecnologia stealth permite esconder os equipamentos militares da detecção dos radares. Em um equipamento stealth, a superfície do veículo é formada por planos achatados interconectados por ângulos incomuns. Esses planos servem para refletir as ondas de rádio do radar para que a trajetória delas seja modificada. O equipamento também pode ser coberto com uma camada de material que "absorve o radar". Quando uma onda de rádio atinge um objeto, os elétrons naquele objeto são estimulados, já que a onda passou alguma energia. Em um bom material condutor, como uma antena de metal de rádio, os elétrons se movem facilmente. Por isso, as ondas de rádio não perdem muita energia para agitar esses elétrons. Por outro lado, o material que absorve as ondas do radar são péssimos condutores, por isso, a resistência para mover os elétrons é maior. Assim, as ondas de rádio perdem mais energia, que é emitida na forma de calor. Isso reduz a qualidade do sinal de rádio refletido.
![]() Foto cedida Exército norte-americano Veículos militares pintados com camuflagem de deserto na Operação Tempestade no Deserto |
A tecnologia de isca também se desenvolveu para evitar a detecção pelos sistemas modernos. O exército americano e outros exércitos desenvolveram iscas infláveis que não só lembram visualmente os veículos, mas também replicam a assinatura térmica e de radar desse equipamento. Para os radares e rastreadores de longa distância, essas iscas são idênticas ao equipamento real. Uma técnica mais imprecisa de isca é encher uma área com diversos tipos de objetos que serão detectados nos radares, visores térmicos e dispositivos de escuta. Assim, o inimigo terá mais dificuldade em focar num determinado tipo de equipamento.
Com o avanço do equipamento de detecção e espionagem, os engenheiros militares terão que pensar em novas e sofisticadas técnicas de camuflagem. Uma idéia interessante que já está sendo utilizada é a camuflagem inteligente. Esse tipo de camuflagem muda a cobertura externa de um equipamento a partir de uma análise computadorizada do ambiente. Não importa quão avançada seja a camuflagem: a idéia básica ainda é a mesma utilizada pelos primeiros caçadores. Descobrir como o inimigo vê você e mascarar todos os elementos que fazem você se destacar.
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