Videogame de vôo: bastidores

Um piloto de caça a jato moderno confia na eletrônica e nos instrumentos para voar e combater o inimigo. Tradicionalmente, esses dois sistemas ficam separados na cabine do piloto, obrigando-o a gerenciar todas as informações separadamente.

O sistema F/A-22 foi projetado para permitir que um dos tripulantes se encarregue de todo o trabalho nos jatos de dois lugares, como o Tomcat F-14 e o Strike Eagle E-15. Seus sistemas foram os primeiros a integrar ao sistema global de vôo o radar, o manejo das armas e os sistemas eletrônicos.


Foto cedida por DOD/Air Combat Command
Vista dos controles na cabine de piloto do F-22

Nos bastidores encontram-se dois processadores integrados comuns (CIP - Common Integrated Processor), que são os cérebros do sistema. Essas unidades são pouco menores do que uma televisão média e são elas que fazem todo o processamento das informações necessárias para os sensores e armas. Atualmente, apenas 75% da capacidade dos CIP's é utilizada, de modo que eles podem facilmente assumir mais algumas tarefas, como as das necessidades de processamento da cabine. Existe espaço para instalação de um terceiro CIP, possibilitando um aumento de 200% da capacidade global.


Foto cedida pelo Departamento de Defesa dos EUA
Vista do processador integrado comum desenvolvido para o F-22: o CIP equivale a dois supercomputadores e é pouco maior do que uma televisão de 20 polegadas

A cabine do piloto é projetada para facilitar o trabalho do piloto nas decisões tomadas durante a batalha.