Motores: vetor de empuxo
Existe um bocal na traseira do motor do avião a jato para dirigir o fluxo de ar quente descarregado para fora do motor e do pós-combustor. Usualmente, esse bocal fica direcionado para o lado externo do motor. O bocal do F/A-22, por outro lado, é o primeiro
bocal vetorizável. Isso significa que o piloto pode mover o bocal, ou direcioná-lo, cerca de 20º para baixo ou para cima.
 Foto cedida por Pratt and Whitney, uma empresa da United Technologies Teste do motor do F-22: os dois fluxos azuis mostram os ângulos verticais do movimento do motor, para cima e para baixo
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Os gases saindo do bocal do vetor ajudam a orientar o nariz do avião para cima ou para baixo. Essas vetorizações aumentam a
taxa de rolamento do avião em 50%, tornando-o muito mais manobrável do que outros caças.
O empuxo vetorial ocorre no sistema de controle de vôo, de modo que entra em ação automaticamente em resposta aos comandos do piloto. Quando o piloto vira a aeronave, o bocal se move na direção desejada, juntamente com as superfícies dos elevadores, leme e ailerons. As três últimas superfícies são comuns em todos os aviões:
- o elevador controla o pitch (movimento para baixo ou para cima) do avião;
- o leme controla a mudança de direção - os movimentos para a esquerda e direita, em torno de um eixo vertical;
- os ailerons controlam o rolamento em torno de um eixo horizontal.
O F/A-22 tem um quarto tipo de superfície de controle: o
bocal do vetor.
Os motores do F119 também conferem ao F/A-22 uma alta razão empuxo/peso. Isto significa que os motores podem lidar com um peso muitas vezes superior ao do avião, o que torna possível acelerações e manobras muito rápidas.
A seguir falaremos da surpreendente eletrônica que faz o F/A - 22 parecer um vídeo-game voador.