O que é um planeta?

Autor: 
Craig C. Freudenrich, Ph.D.

Foto cedida pela NASA
Nosso sistema solar

Existem outros sete planetas em nosso sistema solar além da Terra. Alguns deles possuem luas em suas órbitas. Mas o que é exatamente um planeta?

Em 24 de agosto de 2006, a União Astronômica Internacional estabeleceu uma nova definição para planeta:

  • é um corpo que está em órbita ao redor de uma estrela;
  • tem massa suficiente para que sua própria gravidade supere as forças de coesão dos materiais que a constituem, de modo que assuma uma forma com equilíbrio hidrostático (arredondada);
  • é o objeto de dimensão predominante entre os objetos que se encontram em órbitas vizinhas, ou seja, precisa ter órbita desimpedida.  

Os planetas variam em massa, composição e distância em relação à estrela. Em nosso sistema solar, os planetas estão divididos nas três categorias principais apresentadas abaixo.

  • Planetas interiores - Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Esses planetas são rochosos e orbitam próximos ao Sol.
  • Gigantes gasosos exteriores (planetas jovianos) - Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Esses planetas são enormes (com massa centenas de vezes maior do que a da Terra). Eles possuem atmosferas gasosas densas, ricas em hidrogênio, que também contêm hélio, amônia e metano. Provavelmente, essas atmosferas circundam corpos interiores compostos por rochas.
  • Planetas-anões - Plutão, cometas, asteróides e objetos do cinturão de Kuiper. Esses corpos são compostos por misturas de rocha e gelo.

Quando foi estabelecida a nova definição para planeta, Plutão acabou sendo reclassificado para a categoria de planeta-anão. Plutão atende aos dois primeiros requisitos, mas não atende ao terceiro, porque não possui sua órbita desimpedida.  


Foto cedida pela NASA
Formação de nosso sistema solar

Os planetas de nosso sistema solar foram formados a partir do disco de gás e poeira em espiral que formou o Sol. À medida que o gás hidrogênio e a poeira do sistema solar inicial se concentravam no centro do disco, formando um proto-sol, o gás e a poeira elevaram a temperatura até o ponto em que podiam sustentar a fusão nuclear. Ao mesmo tempo, aglomerados menores de poeira e gás, chamados de planetesimais, formaram-se em outras partes do disco. Quando o proto-sol "deu partida", soprou a poeira e o gás para longe de sua vizinhança imediata. Os planetesimais se aglutinaram para formar os planetas (veja os detalhes em Como funcionam as estrelas). Os cientistas acreditam que outros sistemas solares tenham se formado da mesma maneira.

Zona habitável
As estrelas são excessivamente quentes para suportar vida, de modo que os planetas ou luas são os locais mais prováveis para a vida se desenvolver. A luz de uma estrela aquece o planeta em órbita e fornece a energia necessária para a vida. Além da energia, a vida parece precisar de um líquido, solvente químico de algum tipo, para se desenvolver. Na Terra, esse solvente é a água, mas também são concebíveis outros solventes como amônia, metano ou fluoreto de hidrogênio. Considerando isso, acredita-se que o planeta deve se situar em certa faixa de distância da estrela, de modo que o solvente possa permanecer no estado líquido. Se estiver muito próximo da estrela, o solvente ferverá; se estiver muito afastado, o solvente se congelará. Para o Sol, a zona habitável se situa entre as órbitas de Vênus e Marte.