Aplicações atuais e futuras

Autor: 
Julia Layton
o aparato de equilíbrio BrainPort
Foto cedida pela empresa Wicab.
O aparato de equilíbrio BrainPort

O aparato tem o potencial de reduzir uma série de limitações sensoriais e alivia os sintomas de um grande número de desordens. Algumas aplicações atuais ou futuras incluem:

  • fornecimento de elementos da visão para portadores de deficiência visual;
  • treinamento sensório-motor para pacientes que sofreram derrame;
  • informações táteis para uma parte do corpo com o nervo danificado;
  • alívio de problemas de equilíbrio, estabilidade, postura e  rigidez muscular em pessoas com desordem de equilíbrio e mal de Parkinson;
  • integração e interpretação de informação sensorial em pessoas autistas.

Além das aplicações médicas, a Wicab vem explorando o potencial uso militar com auxílio da Agência de Projetos de Pesquisa de Defesa Avançada (DARPA). A companhia está pesquisando aplicações sob a água que poderiam fornecer à Marinha informações de navegação e sinais de orientação no escuro e em águas escuras (esse tipo de instalação poderia encontrar um mercado comercial maior com entretenimento de mergulhadores de SCUBA). Os eletrodos do BrainPort receberiam informações de um aparelho sonar para fornecer não somente dicas de direção, mas também um sentido visual de obstáculos e terreno. As aplicações de navegação militar poderia se estender a soldados em campo quando a comunicação com rádio é perigosa ou impossível ou quando os olhos, ouvidos e mãos estão precisando administrar outras coisas, que podem explodir. O BrainPort pode também fornecer informações aos pilotos militares, como um pulso na língua para indicar aproximação de aeronave ou que se deve realizar uma ação imediata. Com o treinamento, esse pulso na língua pode trazer um tempo de reação mais rápida que uma dica visual de uma luz no painel, já que a pista visual deve ser processada pela retina antes de ser encaminhada para o cérebro interpretar.

Outras aplicações do BrainPort potenciais incluem cirurgia robótica. O cirurgião usaria luvas eletrotáteis para receber informações táteis de sondas robóticas dentro da cavidade do peito do paciente. Dessa forma, o cirurgião poderia sentir o que está fazendo enquanto controla o equipamento robótico. O pilotos de carros de corrida podem usar uma versão do BrainPort para treinar o cérebro para tempos de reação mais rápidos e jogadores de videogames podem usar as luvas eletrotáteis ou controladores para sentir o que estão fazendo em um videogame. Um BrainPort de jogo poderia também usar um processo tátil de visão para permitir ao jogadores perceber informações adicionais que não estão exibidas na tela.

O BrainPort está atualmente realizando uma segunda bateria de testes clínicos enquanto trabalha para conseguir ser aprovado no processo da FDA como aparato de equilíbrio. A companhia estima um lançamento comercial, com preço de venda estimado em US$10 mil por unidade.

Mais moderno que qualquer projeto anterior usando estimulação eletrotátil por substituição de sensores, o BrainPort se projeta menor e menos incômodo no futuro. No caso do aparato de equilíbrio, todos os eletrônicos na parte portátil do sistema podem caber em um bocal discreto. Uma unidade de retentor dental armazenaria uma bateria, a série de eletrodos e todos os microeletrônicos necessários para codificar o sinal e transmiti-lo. No caso do aparato de visão BrainPort, os eletrônicos podem ser completamente embutidos em óculos com uma câmera pequena e transmissor de rádio, e o bocal armazenaria um receptor de rádio para receber os sinais codificados dos óculos. Não é exatamente um sistema em um chip, mas dentro de 20 anos talvez vejamos uma câmera do tamanho de um grão de arroz embutida na testa das pessoas.

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