![]() Foto cedida pela empresa Wicab. O aparato de equilíbrio BrainPort |
Outras aplicações do BrainPort potenciais incluem cirurgia robótica. O cirurgião usaria luvas eletrotáteis para receber informações táteis de sondas robóticas dentro da cavidade do peito do paciente. Dessa forma, o cirurgião poderia sentir o que está fazendo enquanto controla o equipamento robótico. O pilotos de carros de corrida podem usar uma versão do BrainPort para treinar o cérebro para tempos de reação mais rápidos e jogadores de videogames podem usar as luvas eletrotáteis ou controladores para sentir o que estão fazendo em um videogame. Um BrainPort de jogo poderia também usar um processo tátil de visão para permitir ao jogadores perceber informações adicionais que não estão exibidas na tela.
O BrainPort está atualmente realizando uma segunda bateria de testes clínicos enquanto trabalha para conseguir ser aprovado no processo da FDA como aparato de equilíbrio. A companhia estima um lançamento comercial, com preço de venda estimado em US$10 mil por unidade.
Mais moderno que qualquer projeto anterior usando estimulação eletrotátil por substituição de sensores, o BrainPort se projeta menor e menos incômodo no futuro. No caso do aparato de equilíbrio, todos os eletrônicos na parte portátil do sistema podem caber em um bocal discreto. Uma unidade de retentor dental armazenaria uma bateria, a série de eletrodos e todos os microeletrônicos necessários para codificar o sinal e transmiti-lo. No caso do aparato de visão BrainPort, os eletrônicos podem ser completamente embutidos em óculos com uma câmera pequena e transmissor de rádio, e o bocal armazenaria um receptor de rádio para receber os sinais codificados dos óculos. Não é exatamente um sistema em um chip, mas dentro de 20 anos talvez vejamos uma câmera do tamanho de um grão de arroz embutida na testa das pessoas.
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