Armas

Autor: 
Tom Harris

Originalmente, a principal função do B-2 era carregar bombas nucleares para dentro da União Soviética em caso de guerra. Com a queda da União Soviética em 1991, os militares redefiniram o papel do B-2. Ele é classificado agora como um bombardeiro multifuncional, projetado para carregar bombas convencionais além das munições nucleares.


Imagem cedida pela U.S. Air Force

O B-2 inclui dois lançadores giratórios, posicionados no centro do avião. Quando o comandante da missão está pronto para disparar, um sinal é enviado ao computador de bordo. O computador abre as portas do compartimento de bombas, gira o lançador para posicionar a bomba correta e então a lança.

Os lançadores carregam bombas gravitacionais convencionais, bombas "burras" que simplesmente caem no seu alvo, assim como bombas de precisão teleguiadas que procuram o alvo. O avião pode carregar cerca de 18 mil quilogramas de munição.


Imagem cedida pelo U.S. Department of Defense
Um especialista em munição orientando a montagem do lançador giratório de um B-2 (carregando bombas nucleares)

As bombas de precisão teleguiadas do B-2 são, na verdade, munições "burras" com um sistema de orientação separado anexo a elas. Esse kit de orientação, conhecido como Joint Direct Attack Munition (JDAM), inclui estabilizadores de cauda ajustáveis, um computador de controle, um sistema de orientação inercial e um receptor de GPS. O B-2 utiliza seu próprio receptor de GPS para apontar alvos. Uma vez que a equipe tenha localizado seu alvo, ela envia as coordenadas GPS do alvo para a JDAM e libera a bomba.

Projeto computadorizado
A Northrop Grumman projetou o B-2 quase que inteiramente em computadores, completamente diferente dos métodos tradicionais de desenho. Nos anos 80, esse foi um grande salto na tecnologia. Engenheiros tiveram a possibilidade de construir modelos precisos de uma aeronave desde o menor parafuso, além de testar sua eficiência e a camuflagem invisível em um simulador virtual.

O processo de fabricação também foi computadorizado. O computador guiava robôs de montagem extremamente precisos para se certificar de que cada peça estava exatamente na posição correta. Era fundamental prevenir quaisquer erros pois eles poderiam comprometer o formato invisível do avião.

No ar, o receptor GPS da JDAM processa o sinal de satélites GPS para manter conhecimento da sua própria posição, enquanto o sistema de orientação rastreia a mudança de posição da bomba. O computador de controle ajusta os estabilizadores de voo da JDAM para guiar a bomba até o alvo desejado. Esse sistema preciso de ataque a alvos permite que o B-2 lance suas bombas e escape rapidamente. A bomba funciona bem mesmo sob climas adversos, já que a JDAM só necessita dos sinais de satélite para encontrar seu alvo, não precisa ver absolutamente nada no solo (veja Como funcionam as bombas inteligentes para mais informações).

Devido ao custo elevado e relativa inexperiência de campo, o B-2 é uma arma considerada controversa. Enquanto alguns analistas consideram-na o auge das aeronaves militares, outros dizem que o avião apresenta sérias limitações, como a alta sensibilidade de suas capacidades invisíveis ao mau tempo. Entretanto, quase todo mundo concorda que ele é uma evolução da tecnologia aeronáutica. Certamente é uma máquina fantástica.

Para mais informações sobre o B-2, incluindo a fascinante história da sua concepção, confira os links na próxima página.