Defesas contra detecção

O B-2 possui duas defesas principais contra a detecção de radares. A primeira é a superfície de absorção de radar do avião. As ondas de rádio utilizadas no radar são energia eletromagnética, exatamente com as ondas de luz. Da mesma forma que alguns materiais absorvem a luz muito bem (tinta preta, por exemplo), outros são particularmente bons para absorver ondas de rádio.

A estrutura do B-2 é composta principalmente de material compósito, a composição de diversas substâncias leves. O material compósito utilizado no bombardeiro B-2 é projetado especificamente para absorver a energia do rádio com eficiência otimizada. Partes do B-2, como o bordo de ataque, também são revestidas em avançadas tinta e fitas para a absorção de rádio. Esses materiais são muito caros e a Força Aérea tem de reaplicá-los com frequência. Após cada voo, as equipes de reparos precisam passar horas examinando o B-2 para ter certeza de que está em condições ideais para outras missões.

Componentes metálicos altamente refletivos, como os motores do avião, são todos instalados dentro da estrutura do compósito. O ar chega até os motores por dutos de admissão e através de um duto em forma de "S". As bombas também são alojadas dentro do avião e o trem de pouso recolhe-se completamente após a decolagem.

 

Imagem cedida pelo U.S. Department of Defense
O trem de pouso de um B-2

O segundo elemento que o permite ficar invisível ao radar é o formato do avião. Ondas de rádio rebatem em aviões da mesma forma que a luz rebate em um espelho. Um espelho vertical e plano reflete a sua imagem diretamente até você. Já se você inclinar o espelho em 45 graus, ele refletirá sua imagem para cima. Você não verá a si mesmo, verá a imagem do teto. Um espelho curvado também desvia a luz em um ângulo. Se você apontar um feixe de laser em um espelho curvado, ele jamais irá retornar diretamente a você, não importa como você o posicione.

O formato peculiar do bombardeiro invisível desvia os feixes de rádio nas duas direções. As grandes áreas planas em cima e embaixo do avião funcionam exatamente como espelhos inclinados. Essas áreas desviam a maior parte dos feixes de rádio em direção oposta à da estação, presumindo-se que a estação não esteja exatamente abaixo do avião.

O avião também funciona como um espelho curvado, particularmente na seção frontal. Ele não possui extremidades afiadas, em ângulo, toda a superfície é curvada para desviar as ondas de rádio. As curvas são projetadas para rebater quase todas as ondas de rádio em um ângulo diferente.

O B-2 é projetado para conter seus próprios sinais rádios, a energia eletromagnética gerada pelos eletrônicos a bordo. O avião emite energia de rádio quando utiliza seu radar ou quando se comunica com forças em solo ou outras aeronaves, mas o sinal é pequeno e altamente direcionado, tornando-o menos suscetível à detecção.

Preço em alta
Quando o projeto do B-2 teve início, as forças armadas americanas planejaram construir 132 aviões a um custo total de US$ 22 bilhões. Da data em que a aeronave foi apresentada em 1988, seu preço deu um salto para mais de US$ 70 bilhões. Muitos membros do congresso não estavam satisfeitos com os mais de US$ 20 bilhões que o Pentágono já havia gasto para desenvolver o avião.

Quando a União Soviética sucumbiu, em 1991, o preço havia subido ainda mais e a necessidade de uma frota ainda maior de B-2s havia diminuído. Em 1993, o Congresso autorizou o Pentágono a comprar 20 B-2s por cerca de US$ 2 bilhões a unidade. Poucos anos depois, o presidente Bill Clinton autorizou os militares a modernizar o protótipo original do B-2 transformando-o em uma arma funcional, fazendo um total de 21. Muitos acreditam que o avião não vale o preço e os custos de manutenção, especialmente considerando que os bombardeiros B-51 e B-1, (mais velhos e mais baratos), conseguem carregar mais bombas e mais rapidamente.