Conduzindo o bombardeiro

O B-2 possui quatro motores a jato General Electric F-118-GE-100, cada um gerando 17.300 libras (7.850 kg) de empuxo. Assim como em um avião normal, o piloto conduz o B-2 movendo diversas partes das asas. Como você pode observar no diagrama abaixo, o B-2 possui elevons e lemes ao longo do bordo de fuga do avião. Exatamente como os elevadores e os ailerõens em um avião convencional, os elevons alteram a tangagem (movimento para cima e para baixo) e o rolamento (rotação ao longo do eixo longitudinal) do avião. Os elevons e os lemes de direção controlam também a guinada (rotação ao longo do eixo vertical) do avião.


Imagem cedida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos

Asas voadoras já existem há um bom tempo, mas sofriam de problemas críticos de estabilidade. Sem os estabilizadores traseiros o avião tende a girar inesperadamente em volta do eixo de guinada. Os militares americanos não encomendaram os primeiros projetos de asas voadoras da Northrop Grumman dos anos 40 devido a essas preocupações.

Nos anos 80, avanços na informática tornaram a asa voadora uma opção mais viável. A Northrop Grumman construiu o B-2 com um sofisticado sistema de controle fly-by-wire. Em vez de acionar os flapes por meios mecânicos, o piloto passa os comandos para um computador que realiza o acionamento. Em outras palavras, o piloto controla o computador que por sua vez controla o sistema de direção.


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Imagem cedida pelo U.S. Department of Defense

O computador realiza também uma série de trabalhos independente do comando do piloto. Ele monitora constantemente os sensores giroscópicos para observar a atitude do avião, sua posição relativa ao fluxo de ar. Se o avião começar a virar inesperadamente, o computador automaticamente move os lemes de direção para agir contra a força que vira o avião. As correções são tão precisas que o piloto normalmente não sente nenhuma alteração. O B-2 também possui um pequeno flap cuneiforme no bordo de fuga, chamado de gust load alleviation system (GLAS), para agir contra as forças de turbulência de ar.

A tripulação e o suporte


Imagem cedida pelo U.S. Department of Defense

O bombardeiro B-2 necessita de uma tripulação de apenas duas pessoas - um piloto e um comandante de missão que se senta em um posto de comando à dianteira do avião. Em comparação, o bombardeiro B-52 possui uma tripulação de cinco pessoas e o B-1B de quatro.

A ideia original do B-2 é de que ele não necessitaria de nenhum avião suporte. Devido à sua capacidade de se "esconder" do radar, ele deveria ser capaz de penetrar no espaço aéreo inimigo sem suporte de fogo, fazendo o trabalho de dezenas de aviões. Na prática, o B-2 normalmente voa com alguma proteção de caças. O risco de perder uma aeronave tão cara é muito grande para enviá-la sozinha a uma zona de batalha.